<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066</id><updated>2011-04-21T15:19:45.246-04:00</updated><title type='text'>Contos do Monge Bacante</title><subtitle type='html'>Podemos ser humanos, mas ainda somos animais. - Steve Vai</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-114938127324443511</id><published>2006-06-03T20:27:00.000-04:00</published><updated>2006-06-03T20:34:33.253-04:00</updated><title type='text'>Mirante</title><content type='html'>Eu não sou quem você pensa que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou quem eu penso que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos, eu, você, eles, tão somente a soma nunca realizada de todos os olhares em nossa direção. O estranho passando na rua; o amante ávido e carinhoso; o irmão tresloucado; o amigo tagarela. Nenhum destes é a verdade, nenhum destes é a mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me chama de gênio, belo e me ergue um altar. Encho-me de modéstia e digo que não é para tanto. Mas isto sim é uma mentira. Sou somente capaz de me apaixonar por aqueles que têm a grandeza de enxergar além, como eu enxergo. E então torna-se menos uma questão de algo que eu fiz, mas antes de uma visão compartilhada. Sou criador? Sim, mas sou também um canal para idéias que estão aí, flutuando, rasgando a noite com suas notas estridentes. Rápidos faróis que cruzam a noite em velocidade de precipício. Relâmpagos sinápticos em doses duplas. Ouço o mundo e o traduzo em linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez com uma forte nota de narcisismo, posso tão somente me apaixonar por quem consegue reconhecer a grandeza do meu olhar. Por quem possa ver além dos muros. E então torna-se, antes do que narcisismo, a noção de que grandes mentes pensam de forma parecida. Um traz a espada ritual, outro o veludo que a encobre. E ela só será revelada no momento do sacrifício supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu enxergo além.&lt;br /&gt;Você também?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-114938127324443511?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114938127324443511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114938127324443511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2006_06_01_archive.html#114938127324443511' title='Mirante'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-114862178039818957</id><published>2006-05-26T01:27:00.000-04:00</published><updated>2006-05-26T01:36:20.410-04:00</updated><title type='text'>Pote de ouro no fim do túnel</title><content type='html'>Eu tateei pelos corredores da meia-noite e senti o frio de maçanetas antigas como a velhice. Senti o cheiro de um mofo venenoso enquanto tinha certeza que deixava pegadas no chão empoeirado. Sabia que era uma presa fácil para algum algoz, especialmente aqueles que não precisam de luz para enxergar. As trevas eram um lugar desagradável, gelado e estreito. Paredes me oprimiam como uma fileira de gigantes prontos a desferir seus golpes despedaçadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda assim, continuava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum homem em sã consciência teria entrado naquele caminho. Não sem uma lanterna, não sem vela ou tocha. Mas aquela era uma escuridão tão densa, um negrume que parecia piche, ou nanquim, palpável, sensível, táctil. Breu que não só afeta a visão, mas também pele, nervos e alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era meu caminho. Eu sabia o que estava do outro lado. Ou, não sabendo, acreditei nos oráculos e na voz louca em minha mente. O sussurro da consciência, longe de ser apenas esperança, trazia em si um tipo de certeza insana, surreal, improvável. E tão improvável quanto andar perfeitamente no mais escuro calabouço, é encontrar um tesouro ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei o que me aguarda por trás desse mistério. E isso me faz um homem feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-114862178039818957?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114862178039818957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114862178039818957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2006_05_01_archive.html#114862178039818957' title='Pote de ouro no fim do túnel'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-114705167262787878</id><published>2006-05-07T21:25:00.000-04:00</published><updated>2006-05-07T21:27:52.636-04:00</updated><title type='text'>Eu não confio em pára-quedas</title><content type='html'>Sou eu que tento enxergar o épico no cotidiano, nas pequenas coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou serão as pequenas coisas que estão cheias de mito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida mudou para sempre. O primeiro passo de uma jornada rumo ao infinito. O trabalho de anos finalmente exposto, na rua, a mostra. Cara dada a tapa, e os golpes são sempre gentis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho de um amor violento, ternamente exposto, à base de gritos e acordes estridentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor está cheio de revolta, raiva e frustração, mas todos temos amor e ódio. Talvez por isso me escutem, talvez por isso sorriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande arte sempre lida com extremos. Dançar no fio da navalha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-114705167262787878?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114705167262787878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114705167262787878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2006_05_01_archive.html#114705167262787878' title='Eu não confio em pára-quedas'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-114644127397513737</id><published>2006-04-30T19:50:00.000-04:00</published><updated>2006-04-30T19:54:33.986-04:00</updated><title type='text'>Dive With Me</title><content type='html'>Prometa-me algo de belo e sedoso.&lt;br /&gt;Pergunte-me como te acaricio na manhã que nunca aconteceu.&lt;br /&gt;Dê-me o presente ainda não construído.&lt;br /&gt;Entregue-me o coração que você não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não pode mergulhar no oceano, não tente nadar.&lt;br /&gt;Sou profundo o bastante para ter superfície, e até aparentar ser apenas esta.&lt;br /&gt;Mas sou profundo demais para jangadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha para mim embalada como uma balada do Beck.&lt;br /&gt;Venha para mim como um presente eterno.&lt;br /&gt;Venha de um jeito que me faça até acreditar que você existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se vier...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...MERGULHE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-114644127397513737?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114644127397513737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114644127397513737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2006_04_01_archive.html#114644127397513737' title='Dive With Me'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-114593663030912635</id><published>2006-04-24T23:41:00.000-04:00</published><updated>2006-04-24T23:43:50.326-04:00</updated><title type='text'>DE VOLTA</title><content type='html'>Chame isso de preguiça&lt;br /&gt;Chame de desleixo&lt;br /&gt;Chame do que quiser, pouco me importo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui mastigado pelo diabo&lt;br /&gt;Estive no centro do bafo do dragão&lt;br /&gt;Entreguei meu coração na mão do mais herege dos carrascos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde fui parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo corpo&lt;br /&gt;A nova alma&lt;br /&gt;Enterrada&lt;br /&gt;Desenterrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madame Surrage disse palavras parecidas&lt;br /&gt;Repito a minha maneira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é reescrever com seu próprio sangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-114593663030912635?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114593663030912635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/114593663030912635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2006_04_01_archive.html#114593663030912635' title='DE VOLTA'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-113099127737574491</id><published>2005-11-03T00:01:00.000-04:00</published><updated>2005-11-03T00:24:56.543-04:00</updated><title type='text'>Um novo coração no espelho</title><content type='html'>Só houve uma vez em minha vida que namorei por estar perdidamente apaixonado por alguém. Em todas as outras foi a clássica história de "a coisa vai ganhando dimensão" e quando você vai ver, está namorando porque está namorando. Não gosto disso, nunca gostei, pois isso sempre me causou a sensação de estar sendo dragado para o interior gelado de um redemoinho feroz. Não que eu não tenha gostado do processo. Cada uma dessas moçoilas que puderam me chamar de "meu" por algum tempo tiveram, igualmente, lugar em meu coração e no meu pequeno cofre de possessividades diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre estranhei ver amigos que saíssem para a noite na esperança de encontrar alguém para algo mais duradouro e afetuoso. Sempre estranhei que alguém não pudesse preferir a promiscuidade à estabilidade. Cheguei mesmo a achar que fosse covardia de quem não quer estar na caça e na incerteza que vem com ela. E condenei como inferiores os que pensavam assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois agora, eu, do alto desta torre de argila, sofro uma queda que, se fisicamente irrelevante, é afetivamente arrasadora. Vejo-me com sentimentos que transcendem a hojeriza que nutri por namoros depois da grande decepção de minha vida. Vai muito além, vai à toda uma estrutura, vai contra a estima que tinha pela variedade que sempre me pareceu um credo, uma anti-religião bacante. Trata-se de uma reformulação completa - e, por isto, um tanto incômoda - de meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu gostaria de olhar num par de olhos e sentir-me fitado de volta com a mesma intensidade. Eu gostaria de deitar a cabeça nas coxas de alguém apenas para passar as horas, e ver o tempo passar e não ter essa necessidade ensandecida de sexo como prova de afeto. Não quero sexo como prova de nada. Quero sexo como alguém que dá uma rosa, uma canção, para quem ama. Quero acreditar em sonhos e chorar de alegria. Estar com alguém com quem possa dividir meus sonhos. Acima de tudo, quero aceitar e ser aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez espere alguém que caiba nos meu sonhos, sim, mas porque a energia que mobiliza esses sonhos me seja tão palpável que eu acabo acreditando neles. Não se trata de ver meus amigos casando ou namorando. Apenas para o fato de que vê-los assim me confronta com necessidades que nunca aceitei antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ao contrário de toda minha vida, em que meu espírito fraco se escondia por trás de mil máscaras, sou forte o bastante para ser frágil. E não há lugar melhor para um frágil cristal do as mãos delicadas de uma mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-113099127737574491?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/113099127737574491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/113099127737574491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113099127737574491' title='Um novo coração no espelho'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-113063931928351781</id><published>2005-10-29T22:27:00.000-04:00</published><updated>2005-10-29T22:28:39.300-04:00</updated><title type='text'>O DIA EM QUE OLHEI NOS OLHOS DE DEUS</title><content type='html'>Que não seja interpretado como catecismo nem outra forma de manifestação religiosa o título desta crônica que o amigo tem em mãos. Dei a este texto este nome porque foi justamente o que se passou comigo. Um dia, tive um encontro com Deus. Breve, é verdade, mas era O Deus, com todo respeito e poder que esse D maiúsculo lhe garante impor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida ia normal como a da maioria dos habitantes da Terra: assalariado, com alguns sonhos, uma penca de desejos a realizar, e uma dose tolerável de insatisfação. Não me achava pior que quase ninguém, e me achava melhor que a grande maioria de meus companheiros de espécie, considerando que eu não gostaria de viver na China. Voltava do trabalho com os pés cansados e o bafo desagradável de quem dormira no ônibus, a cabeça suada contra o vidro. Não importava o quanto estivesse frio, a parte de mim que encostava na janela sempre suava muito. Lá ia eu caminhando pelas esquinas agitadas da hora do rush, torcendo para que não encontrasse nenhum conhecido a quem pudesse desagradar com meu hálito impuro. Era verão e ameaçava chover. Passei pelos relógios públicos, pelos bêbados de plantão que, em plena terça-feira, já enchiam o pote, e por empregadas cujas cinturas saltavam pelas bermudas apertadas demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morava em uma rua relativamente calma, em um prédio habito predominantemente por idosos. Isso significa que o engarrafamento típico estava há algumas dezenas de metros de minha portaria, tornando uma soneca perfeitamente possível, mesmo nos horários de maior barulho. Mas não haveria soneca nenhuma aquela noite, pois, tão logo entrei no elevador, me deparei com um estranho objeto no mão. Quis me convencer de que se tratava simplesmente de um papel velho, cujo tom amarelado denunciava o ano de seu remoto fabrico. Era, no entanto, muito mais arcaico que isto: tratava-se de um pergaminho. Senti-me em um filme cafona produzido pela Golan/Globus, mas nem meu bom gosto impediu que eu me agachasse e pegasse o item em questão. Dava para sentir o papel se desfazendo em minhas mãos, e a curiosidade foi maior que meu interesse na preservação do patrimônio histórico: abri o pergaminho.&lt;br /&gt;Uma nova surpresa: o papiro estava escrito em português contemporâneo, e não  latim, grego ou hebraico, como eu esperava. Pus-me a ler aquelas letras elegantes e fiquei intrigado com a mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Deus. Encontre-me no décimo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de estar em um filme ruim me preencheu de todo, e dei uma risadinha de escárnio. “Bela arapuca”, pensei, imaginando o adolescente cuidadoso que teria sido tão meticuloso em sua travessura ao ponto de simular com perfeição um papiro do mundo antigo. Meu riso, no entanto, apenas disfarçava uma convicção bastante arraigada de que aquilo fosse um documento legítimo vindo da mão do criador. Meu bom senso vinha reprimir a parcela de meu ser que, de alguma maneira, sabia que era verdade. O dilema era colocado de mim para mim mesmo nos seguintes termos: vou ao décimo andar para devolver o pergaminho ao adolescente engraçadinho e zombar sua brincadeira idiota, ou para encontrar Deus? A decisão de ir ao décimo andar já era aceita como a única opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elevador parou em meu andar. Não saí pela porta, apertei o décimo, o elevador subiu. Ao chegar ao décimo andar, abri a porta e subi o lance de escadas até o andar da casa de máquinas. Deus, concluí eu, não estaria num lugar tão óbvio quanto o corredor do décimo andar, mas sim em um lugar mais recluso. Outra surpresa: a porta que levava ao terraço da casa de máquinas não estava trancada. Adentrei o caminho estreito e poeirento que levava até uma espécie de varanda. Subi dois degraus até a porta que dava para a casa de máquinas propriamente dita, mas esta estava trancada. Enquanto forçava a porta, sem sucesso, vi que uma luz se acendera atrás de mim. A princípio imaginei que fosse o porteiro com uma lanterna, mas logo vi que não era um raio de luz com foco estreito, porém largo e muito intenso. Só então me dei conta do quão rápido meu coração batia. Notei que estava muito ansioso enquanto me virava.&lt;br /&gt;Não enxergava contorno de prédios, montanhas, céu, parapeito, nada. Havia apenas uma luz branca e poderosa, avassaladora, a luz do dia da criação. E, ainda assim, meus olhos ardiam pouco. Era suportável olhar aquela luz, e eu sentia que só era possível que eu a fitasse porque ELE me permitia. Não havia molecagem nenhuma naquilo, estava certo. Então, para além de meu espanto visual, minha audição também foi surpreendida ao ouvir uma voz grave, porém melodiosa, chegar a meus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-                     De tempos em tempos escolho alguns homens para ouvirem de mim. Não pergunte o motivo. Você, obviamente, é um dos escolhidos. Não fale agora – disse ele, notando minha ansiedade e a respiração arfante – não tenha medo – prosseguiu – estou aqui para lhe ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pasmo. Milhões de pensamentos vinham a minha cabeça como uma enxurrada, uma fileira de dominós derrubados, notas de John Coltrane, sacola de brinquedos esparramados. Continuei de olhos semicerrados e ouvidos abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-                     O que eu venho lhe oferecer hoje – prosseguiu Deus – é uma resposta. Apenas uma pergunta, apenas uma resposta. Pense sabiamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como qualquer homem frente a um momento decisivo, fui tomado pelo medo: medo de fazer a pergunta errada, de ofender o HOMEM de alguma maneira, de não conseguir mesmo articular as palavras! Percorri todo meu arquivo mental imaginando uma série de perguntas. Algumas, como as que diziam respeito ao fim das guerras e da fome, pareciam demasiado utópicas para que as perguntasse. Outras, quanto a meu futuro, poderiam tirar o sabor da surpresa no porvir. Como homem perante seu criador, fui tomado de certa humildade: sentia-me, por um lado, ínfimo e, por outro, obrigado a ser sincero. A pergunta haveria de ser um pouco egoísta, tanto por não crer nas perguntas mais utópicas quanto por não querer ousar fazer uma pergunta a Deus que ele soubesse que não era o que eu queria perguntar. E, sendo Deus, certamente ele saberia.&lt;br /&gt;Tomei ar, abaixei a cabeça um pouco encabulado. Ergui-a, fitando a luz. Minha voz saiu surpreendentemente natural e clara quando lhe fiz a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-                     Como eu devo fazer para realizar todos os meus desejos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta veio no tempo de apenas uma inspiração normal, mas pareceu demorar uma eternidade. A voz do Eterno respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-                     Tenha as menores expectativas possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, a luz brilhou muito mais intensa, me fazendo fechar os olhos, e erguer os braços em uma busca instintiva de proteção. Logo, abri os olhos novamente, e não havia mais luz alguma. Vi apenas os prédios com suas janelas iluminadas, os morros negros contra as nuvens iluminadas pela lua crescente. Eu estava na casa de máquinas olhando um bairro que, um dia, fora bastante bonito e calmo. Não havia porque permanecer ali. Caminhei em direção as escadas, enquanto me permiti pensar em voz alta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-                    Porra Deus. Eu espera mais de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-113063931928351781?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/113063931928351781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/113063931928351781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_10_01_archive.html#113063931928351781' title='O DIA EM QUE OLHEI NOS OLHOS DE DEUS'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-113021581028348416</id><published>2005-10-25T00:42:00.000-04:00</published><updated>2005-10-25T00:50:10.290-04:00</updated><title type='text'>O que os livros de auto-ajuda não dizem</title><content type='html'>Eles dizem que você deve saber quem você é e o que quer. Eles dizem que você deve se aceitar como é. Eles dizem que o passado pode ter sido ruim, mas o futuro começa agora e cabe a você construir uma história diferente. Eles dizem que há uma lição mesmo nas adversidades, e que saímos mais fortes e sábios de conflitos e perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estão completamente certos, de uma maneira pueril e talvez até demasiado didática, mas eles esqueceram de dizer umas coisinhas. Eles esqueceram de dizer que não basta você desejar e perserverar por conta própria. Justamente eles, que repetem com tanta eloquência os chavões da sabedoria popular, esqueceram um ditado digno de esquina: "andorinha não faz verão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: "nenhum homem é uma ilha". Desconheço objetivos que prescindam dos outros. Mesmo a escrita, que é um ato essencialmente solitário, precisa de outros para publicarem e - mais importante - lerem. A criação artística, não diferente da grande maioria dos atos criativos, é feita levando o outro em conta. Um outro que se manifesta mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o outro nem sempre é um público, mas, frequentemente, alguém que deve caminhar ao seu lado, forjando com você a mais nobre das espadas, com a qual você corta a névoa da incerteza e abre caminho para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao contrário do que diziam os livros de auto-ajuda, vi que nem tudo depende só de mim. Não é a primeira vez que tenho esta lição nem é a primeira vez que escrevo sobre ela. Certas coisas precisam dos outros para acontecer, e, quando os outros simplesmente não querem estar lá, o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas segundas chances você pode dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes perdoar, aceitar, tolerar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas de respostas muito difíceis. Muito mais difíceis do que dizer "ame a sua vida".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-113021581028348416?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/113021581028348416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/113021581028348416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_10_01_archive.html#113021581028348416' title='O que os livros de auto-ajuda não dizem'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-112838551732596846</id><published>2005-10-03T20:23:00.000-04:00</published><updated>2005-10-03T20:25:17.333-04:00</updated><title type='text'>É você</title><content type='html'>"É você&lt;br /&gt;Só você&lt;br /&gt;Deita em meu peito e se demora&lt;br /&gt;Na vida só nos resta seguir"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi vendo um clipe bonitinho de uma música bem simpática que me bateu. Eu não a amo. Desejo, sinto carinho, e até sonho com ela as vezes, mas não a amo. Sei que já senti amor um dia, um amor que teve algo de monstruosamente patológico e cuja dissolução reverbera em mim até os dias atuais. Mas amei, e é diferente do que sinto agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amei e quis amar algumas outras vezes, sem sucesso. Seria fácil dizer que sou difícil, e ainda mais conveniente dizer que tenho uma resistência a isto, mas as respostas fáceis nunca funcionam em face da complexidade do real. E, neste real, lancei uma flecha que atravessou a névoa da ilusão e revelou-me a verdade. A flecha, na forma de música de amor, solucionou o mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não a amo, nem amo, romanticamente, ninguém. Amo estar amando. Sou devoto da paixão, acho que tinha uma música que falava isso (seria do Lulu Santos?). Referência ou não, o fato é que nada mais apaixonante do que se apaixonar. O mundo faz sentido quando você se apaixona. Você fica menos egoísta, embora há quem argumente que, em última análise, todos sentimentos são egoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de perder a respiração quando entra aquela mulher. Gosto de sorrir automaticamente com sua entrada. Gosto de ansiar por sua voz ao outro lado da linha. Gosto de suas fotos em meu quarto. Mas aquela mulher não existe, porque ela é qualquer mulher, e nenhuma. Nem sei se existe mesmo uma mulher que possa ganhar, com A maiúsculo, o título de Aquela. Nem sei se quero que exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se na vida profissional-artística optei por um foco, após tantos anos de indecisão, no amor escolho dividir Este amor, com E maiúsculo, entre Estas mulheres, que não são Aquela, mas podem ter um pouco de mim. Tosco, carinhoso, sincero, bêbado, todos os eus amam, brevemente, todas Estas. Venham, vão, e me levem em suas memórias até sorrirem plácidas para seus netos. Eu também lembrarei de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-112838551732596846?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112838551732596846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112838551732596846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_10_01_archive.html#112838551732596846' title='É você'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-112779032151708293</id><published>2005-09-26T22:55:00.000-04:00</published><updated>2005-09-26T23:05:21.523-04:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>As rosas deste ano me cheiram a túmulo. Testemunhei mortes e fui a mais enterros do que gostaria. Funerais têm uma maneira estranha de unir as pessoas, forte e melancolicamente. Nunca chorei pelos mortos, apenas pelos que permanecem. É redundanete dizer que são eventos tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com falecimentos, vi pessoas sofrendo, desilusões amorosas, corações em farrapos... a política mais decepcionante do que nunca, os EUA tomando a devida revanche da Mãe Natureza por não terem assinado o Protocolo de Kyoto... o fato de que 2005 seja um ano estranho é ainda mais óbvio que constatar as emoções negativas de nossos ritos funerários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, a felicidade: completar projetos, unir companheiros no projeto de minha vida, deixar o cabelo crescer, conseguir uma boa amizade colorida, beijar a mulher com quem sempre sonhei... tudo dá a entender, mais uma vez, que a máxima dos filmes de terror é totalmente verdadeira: "cuidado com o que deseja, porque pode se realizar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você se acostumou com a guerra, estranha dias de paz. O poder parece um brinquedo complexo para quem sempre viveu como escravo. O amor não é bem compreendido por quem viveu na solidão. Para quem nunca se considerou digno de uma estátua, o início da lapidação deste bloco de granito é um começo que causa estranheza, mas é muito bem vindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e que eu continue parecendo o Jimmy Page!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-112779032151708293?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112779032151708293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112779032151708293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_09_01_archive.html#112779032151708293' title='Sonhos'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-112645652346716889</id><published>2005-09-11T12:27:00.000-04:00</published><updated>2005-09-11T12:35:23.473-04:00</updated><title type='text'>Get Your Groove Yall</title><content type='html'>Eu insisto que esses meus cachinhos não negam, mas apesar da palidez da minha pele, eu tenho certeza que tenho um pé na África. Como tantos brasileiros, sou uma mistureba, e é evidente que minha música reflete isso. Em minha banda, vemos tentando fazer uma mistura de funk, heavy metal e eletrônica. Pensei por muito tempo em me limitar em homenagear o hard rock dos anos 70, cujo maior exemplar foi o Led Zeppelin (que, aliás, também tinha uma grande influência black), mas isso passou (ainda bem!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou tateando no escuro, ouvindo os poucos heróis que fizeram essa mistura, tentando absorver dali algo, mas eu vejo (deveria dizer "ouço"?) que a melhor coisa acontece quando eu escuto ou rock, ou funk, ou eletrônica. A influência fica mais "pura", dessa forma... eu vou direto à fonte e absorvo o que me interessa - não, não é tão cerebral assim. Eu absorvo o que me cala à alma. E para falar a verdade as maiores influências acontecem de um jeito não planejado. Quando você vê, a influência já está lá, sem você perceber. Uma música minha tem uma batida meio Britney mas a guitarra é heavy metal!!! Vai entender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente, o System of a Down também está misturando dance music com metal... não será verdade que essas coisas "estão no ar" e os artistas captam? Não será assim que surge o tal "espírito do tempo"? Alguns artistas sentem a convergência e surfam o furacão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tanto dizer o que esse mundo me fala, o que essas esquinas e carros me dizem, eu quero ser um mensageiro do amanhã, mas só existo hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-112645652346716889?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112645652346716889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112645652346716889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_09_01_archive.html#112645652346716889' title='Get Your Groove Yall'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-112493398342718285</id><published>2005-08-24T21:35:00.000-04:00</published><updated>2005-08-24T21:39:43.433-04:00</updated><title type='text'>Big Bang</title><content type='html'>Eu desejo dizer o que meus sorrisos e meus "eu te amo" não conseguem dizer. Explicar que ela me faz enfrentar o medo de amar de peito aberto, com a couraça deixada de lado, não basta. Encaro a fera do labirinto com um violão e um ajeitar de cabelos que podem me fazer parecer afetado, mas são tão verdadeiramente falsos que só podem ser autênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desejo escrever uma sinfonia, um be-bop, um samba canção, ou um bom e velho rock n roll que diga o quanto o amor que sinto por ela faz o mundo flutuar numa frequência de cometas em perseguição, prontos para explodir num sol azul e eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu sei que nosso amor tem algo de suicida, de necessariamente proibido e, ainda assim, afetuosamente irrestrito. Respiramos vapores adolescentes e fazemos o gênese ter início mais uma vez. Resetamos o jogo. Temos dezoito anos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero saber se teremos um dia ou a eternidade. Te amo hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-112493398342718285?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112493398342718285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112493398342718285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_08_01_archive.html#112493398342718285' title='Big Bang'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-112424452823210653</id><published>2005-08-16T22:05:00.000-04:00</published><updated>2005-08-16T22:08:48.236-04:00</updated><title type='text'>De volta à estrada</title><content type='html'>Existe uma estrada circular, um nomadismo circunscrito, que vivemos diariamente. Há todo um mundo lá fora, mas queremos realmente sair?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os mapas de viagem, estes simulacros, falácias de lugar que só ajudam a nos guiar, mas não são o lugar, o ar respirado, as pedras pisadas, a experiência própria? Precisamos deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você saberá que há uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho" - Morpheus, no primeiro Matrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas verdades mais fortes do que esta. Você sabe onde esteve. Você sabe para onde não deseja retornar. Toda a dor de maquiagens góticas, drogas adulteradas e falsos amores são mentiras que não servem mais nem para você nem para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro é tão sujo quanto o presente, e, olhada de perto, a sujeira não parece tão suja assim. Somos novos, novidades, até para nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta admitir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-112424452823210653?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112424452823210653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/112424452823210653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_08_01_archive.html#112424452823210653' title='De volta à estrada'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-111550236978921080</id><published>2005-05-07T17:42:00.000-04:00</published><updated>2005-05-07T17:46:09.793-04:00</updated><title type='text'>TIME IS FLOWING LIKE A RIVER</title><content type='html'>Mas é um rio caudaloso, que não me deixa parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada parada é meiga como pregos que perduram contra minha carne, sem jamais permitir que a dor seja costumeira, mas antes ardida, continuamente ardida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive longe de vocês, meus leitores. Estive longe de muita coisa. Mas me encontrei. Tenho um amor agora, mas não tenho tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, hoje, ainda que feliz, a notícia não vem sem uma dose ácida de preocupação pelo tempo que desce montanha abaixo até encontrar um mar nada receptivo. Anfitrião sombrio e descontrolado que ameaça crescer e derrubar nossas pedras e todas ilusões que construímos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas verdadeiras ou não, quero eu também construir minhas ilusões, que ser um homem senhor de seu castelo, ainda que este seja numa falésia e ameace ruir com o furor das tempestades. Há muitas pedras para erguer e muito pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, deixe seu recado após o sinal, volto mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-111550236978921080?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/111550236978921080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/111550236978921080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_05_01_archive.html#111550236978921080' title='TIME IS FLOWING LIKE A RIVER'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-111059748314600807</id><published>2005-03-11T23:14:00.000-04:00</published><updated>2005-03-11T23:18:03.146-04:00</updated><title type='text'>Afogamento</title><content type='html'>Eu queria ser o Hulk, para derrubar todos os muros da minha frente. Eu queria ser um muro, pra parar os trens do mundo. Eu queria morder o asfalto e não quebrar os dentes. Eu queria pegar você e jogar na Lagoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria entender porque não entendo o que eu já estou cansado de saber. Eu queria terminar de ler Bubblegum. Eu queria entrar numa bad trip, porque assim seria muito fácil dizer o que está realmente me incomodando. Eu queria lembrar de esquecer o que eu insisto em lembrar todo dia quando acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, eu queria uma guilhotina para terminar o que eu preciso terminar, porque essa água que vai enchendo a cela até me sufocar, gota por gota, demora muito. Morte súbita por favor, essa morte lenta está me exaurindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve haver um renascimento lá do outro lado. Não, não estou derrotado. Amanhã é outro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-111059748314600807?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/111059748314600807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/111059748314600807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111059748314600807' title='Afogamento'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110956904284812968</id><published>2005-02-28T01:10:00.000-04:00</published><updated>2005-02-28T01:37:22.853-04:00</updated><title type='text'>Navegar é preciso, Navegar é riso</title><content type='html'>Sou um navio. Uma caravela. Tenho vela, branca, sou passível de ser soprado. Só que não havia, durante o último ano, ninguém no timão. O leme, ao sabor das correntezas, mudava a direção o tempo todo. Períodos sem vento, tempestades atrozes, mares nunca dantes navegados, vivi tudo isto. E, agora que meu aniversário se aproxima, revejo tudo isto com espanto e alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi. Me perdi. Fiz coisas que não devia, fiz coisas que devia com as pessoas erradas, errei com as certas, e, no final das contas, foi bem divertido. Mas foi também um ano marcado pela deriva - o navio que nunca atracava, achando todo porto inseguro, suspeito, observando mais os canhões do que as possibilidades de comércio ou descanso para a tripulação. Ano este que, findado em breve, marcará um rejuvenescimento de um homem que se redescobriu mais menino e - consequentemente - mais homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a leveza do menino não precisa de palavras - o texto não convence porque os atos não são condizentes - mas de ações. Interações. Disposições. Aberturas. E talvez nem seja de um porto que eu precise, pois segurança é uma ilusão e ficar parado é para navios envelhecidos, peças de museu. Melhor seria fazer uma viagem à maneira das grandes descobertas: em conjunto. Pela primeira vez em pouco menos de um ano quero uma direção e uma caravela companheira rumo a este leste misterioso, que cheira a incenso e oculta-se por trás de névoas ancestrais. Não, não faço idéia do que há neste oceano misterioso, mas a maresia cheira bem, e há belos por-de-sóis no horizonte, agora sei que seguir na direção do sol nascente pode, sim, ser bem interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta é uma jornada para ser feita em dupla.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110956904284812968?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110956904284812968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110956904284812968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110956904284812968' title='Navegar é preciso, Navegar é riso'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110818382565791588</id><published>2005-02-12T00:37:00.000-04:00</published><updated>2005-02-12T00:50:25.660-04:00</updated><title type='text'>Para tudo se acabar na 4a feira...</title><content type='html'>Descrever o carnaval jornalisticamente seria uma tolice. Seria chato e enfadonho, palavras não chegam perto de traduzir o zanzar pelas ruas de Ouro Preto, o respirar daquele ar mais ou menos puro, de olhar aqueles casarões e sobrados e sentir o peso dos séculos. Imaginar que aquelas ruas já foram movidas a escravos e ouro, e tentar fingir que realmente estava só ali para alguns beijos na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se beijos na boca fossem pouco, como se me entregar àquele ritmo musical que tanto repudiei fosse pouco, se eu andasse mais tonto que uma barata de Rita Lee após umas latinhas a mais, como se a quarta-feira nunca fosse chegar, vivi. Desejei, tentei, sorri amarelo, tentei mais um pouco, consegui, beijei. E reencontrei. Reencontrei e sorri, e admirei aqueles olhos azuis que  sorriam branco com cada batuque. E amei o toque daqueles lábios, como alguém que ama o hoje e ignora haver um amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora sonho com o amanhã, um amanhã que prolongue a beleza do ontem, mesmo que o ontem já tenha se tornado anteontem e que haja tanta coisa para fazer hoje. Porque era para tudo se acabar na 4a feira, mas o coração é uma máquina persistente como um relógio londrino, e essa já é a segunda quarta-feira que me faz voltar para aquele sorriso. A verdade é que amar Rosa nunca impediu ninguém de amar Margarida, e Tulipa não devia ter ciúmes. Flores brilham refletidas em minhas íris e calam no meu coração a cada exalada do perfume. Fragâncias diferentes, únicas. Perfumes e cores de flores, e quem ama flores, sem hierarquia, não deve ser tão mal assim, deve?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110818382565791588?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110818382565791588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110818382565791588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110818382565791588' title='Para tudo se acabar na 4a feira...'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110711480976452574</id><published>2005-01-30T15:43:00.000-04:00</published><updated>2005-01-30T15:53:29.766-04:00</updated><title type='text'>Mais uma de amor...</title><content type='html'>Há algo numa busca, uma busca que não é exatamente incessante, mas sim perpetuamente renovada, algo que é inquietante. Você busca sorrisos, poesia, carinho, loucura e intensidade. E geralmente encontra pessoas que te dão apenas alguns dos itens. Mas ainda assim você continua procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debatíamos hoje, num desses adoráveis almoços de família - sim, aqueles dos quais você fugia na adolescência e depois de velho aprendeu a gostar - como deveria ser a mulher ideal para mim. Algumas palavras chave foram lançadas ao ar: "carinhosa", "meiga" e "simpática". Minha prima-irmã disse que tinha que ser como minha ex, "só que mais companheira". O que é péssimo, pois nada pior do que manter-se no referencial da ex. Eu mudaria, eu diria que tinha que ser como minha ex, só que mais doida. Menos responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estou tentando dizer é que busco alguém que chacoalhe meu mundo. Que me tire de meus pequenos assuntos e me desafie, no aqui e agora, a furtar o futuro de meus projetos e aloprar no presente. Alguém um tantinho inconsequente, que topasse entrar no meu ritmo, desafiar minha loucura com uma atitude do tipo "ah, você chama ISSO de loucura?". Desafiar minha intensidade com uma devassidão que desconheço. Que trouxesse o homem primitivo que há em mim cada vez mais à tona. E que, ao mesmo tempo, soubesse apreciar a fineza de ouvir jazz e tomar vinho caro (aquele que eu nem tenho dinheiro para comprar). Queria, em resumo, uma mulher que me encantasse de tal forma que eu não buscasse a novidade em outras mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não é tão fácil de se achar assim, não.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110711480976452574?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110711480976452574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110711480976452574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110711480976452574' title='Mais uma de amor...'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110619993482986928</id><published>2005-01-20T01:34:00.000-04:00</published><updated>2005-01-20T01:45:34.830-04:00</updated><title type='text'>GAN-GAN-GAN</title><content type='html'>Pelo amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho lutado por uma causa, e ela se chama rock n roll. Não é bem uma idéia - ainda restam idéias quando apenas o capital é uma opção? Será que esse papo de fim da história, por mais estupidamente marxista que seja, não tem lá seu sentido? PARA ONDE VAMOS CORRER? HÁ ALTERNATIVAS? HÁ REVOLUÇÕES?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico com meu camarada Lili (Gilles Lipovetski, para os íntimos) ao dizer: sim, ainda há o que fazermos, há os direitos humanos, a igualdade para as raças, o perdão das dívidas externas, a porra toda. Mas nada mais se configura como uma grande revolução redentora que pode salvar TODA a humanidade. Esse tempo da mudança de preto em branco e branco em preto já passou. A despeito de minhas camisas listradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução hoje é primariamente estética, e todos caímos como patinhos nela. Nos espelhamos nos Lenny Kravitz, nas Giselle Bunchens e outros ícones da vida. Porque ao nos reconhecermos naquele visual que descrevemos em palavras vagas como "in" ou "elegante" ou "fashion", caímos no fácil território daquilo que já é conhecido e aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROCK ESTÚPIDO PARA MENTES QUE PENSARAM DE MENOS. Aquilo que não desvia do ritmo óbvio da divisão exata do ritmo, aquela batida que vem como um relógio no tempo certo, A FALTA ABSOLUTA DE PIMENTA, DO IMPREVISÍVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é o rock de hoje. E, sinceramente, não merece o nome de rock. Declaro-lhe ódio, pois ele não representa a causa que eu prego. Ele está muito mais para Armadillo do que para brechó. E eu sou o Profeta Pró-feto do Brechó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça você mesmo, mas suinga um pouco, porque de relógio, basta o da minha parede.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110619993482986928?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110619993482986928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110619993482986928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110619993482986928' title='GAN-GAN-GAN'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110549978743503822</id><published>2005-01-11T23:13:00.000-04:00</published><updated>2005-01-11T23:16:27.436-04:00</updated><title type='text'>Liquidação de Verão</title><content type='html'>Chega um momento na sua vida em que você se vê forçado a fazer escolhas. Pessimista como possa soar - o copo está meio vazio - cada escolha traz uma perda. E qual a perda menos dolorosa? Eis o que pesa em escolher algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor ou o mundo? Um projeto autoral incerto ou um convite para ajudar a realizar o trabalho de outro? A saúde ou os excessos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, colocando ainda de outra forma, a adolescência ou a maturidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, afinal, o que é essa tal de maturidade? Será que ela é mesmo tão séria assim? Tão comedida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu possa aprender uma coisa ou duas com meus amigos mais maduros. Talvez eu possa aprender alguma coisa com ela. E talvez eu possa amá-la. Talvez já a ame. E isso tem um preço. E sabe de uma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu esteja disposto a pagá-lo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110549978743503822?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110549978743503822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110549978743503822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110549978743503822' title='Liquidação de Verão'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110471133035579467</id><published>2005-01-02T20:08:00.000-04:00</published><updated>2005-01-02T20:15:30.356-04:00</updated><title type='text'>Inale, Inale, você é a vítima</title><content type='html'>Ser artista é ser prisioneiro de sua própria criatividade. E sua criatividade é prisioneira das expectativas que os outros colocam em você. Vítima da múltipla escolha entre sim ou não que a platéia pode e deve responder. Não importa a quantidade, você espera que eles balancem a cabeça num "sim" honesto e decidido. Como num leilão, queremos que batam o martelo com uma suntuosa oferta de admiração por nossa obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho pouco a dizer, hoje. Estou entre fases. Não minguo nem cresço, apenas espero a semana começar e o motor do mundo rugir como de hábito. Mas o hábito não vem mais com a mesma cor. O clichê de ano novo, vida nova está perfeitamente adaptado a minha trajetória existencial. Estou cansado de algumas coisas e apavorado com outras. Sinto-me mais adulto, e visto o luto da adolescência inconsequente. Tenho medo de encaretar. Tenho medo de me conformar. Não quero repetir velhas histórias, velhas expectativas. Mas já posso vislumbrar novos amores, novas expectativas e também novas tensões. Bem ali, logo depois de onde o nariz termina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser novo, tenho medo de ser novo, quero ser eu. Quero ser. Quero.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110471133035579467?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110471133035579467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110471133035579467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110471133035579467' title='Inale, Inale, você é a vítima'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110399797378714698</id><published>2004-12-25T13:56:00.000-04:00</published><updated>2004-12-25T14:06:13.786-04:00</updated><title type='text'>Don´t Let Me Down</title><content type='html'>(para ser lido ao som de Earthquake - Jeff Beck ou algum outro rock n roll muito porreta!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você passa a vida inteira aprendendo a fazer concessões, concessões à vontade dos outros, ao capricho de outras, ao desejo que não é seu. Faz concessões à sua própria preguiça, deixa de fazer o que tem que fazer porque talvez você possa fazer amanhã. Amanhã você pode tirar carteira de motorista, aprender a tocar aquela música que você adora, dar uma corrida na praia, ligar para aquela garota para com quem você está morrendo de vergonha. Amanhã tudo é possível, hoje você está cansado demais, gentil demais ou solícito demais para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia você percebe que dez anos se passaram e os passos que você deu foram muito pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existencialmente, você evoluiu e amadureceu. É mais seguro, auto-confiante, assume aspectos da sua personalidade que não assumia antes. Dá a cara a tapa, não escandalosamente, mas simplesmente indo, como o zen. Você flerta com o ridículo porque acha legal, não porque quer provar algo para ninguém. Você acende um incenso, uma vela amarela, e se conecta ao cosmos. E de lá você retira inspiração para realizar A Grande Obra. Mudar não o mundo - o mundo já muda o bastante - mas libertar aquelas mentes que ainda não conseguiram enxergar um palmo à frente do nariz. Você tem o potencial de ser um guru, um profeta e um alquimista, e está pronto para, dessa vez, lutar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você escolhe as armas certas, prepara-se para todos os duelos, veste a armadura e sente-se inabalável. Você sabe que ninguém vai te derrubar. Consegue aliados para enfrentar os piores inimigos. Dragões que, a despeito do tamanho colossal, serão pisoteados por suas botas de couro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você não espera é que seus próprios aliados virem às costas para você. Não é traição. Eles simplesmente não aceitaram ser convocados. Não querem aquela luta, não querem lutar com aquela farda. Eles gostam das armas, mas não querem aprender a usá-la. Mas quem não quer lutar não ganha medalhas. Eu quero medalhas. O tesouro está no fundo da caverna, mas os guardiões e ogros não vão entregar isso tão fácil. Aliás, nem vão entregar de forma difícil. Você tem que acabar com eles. Limpar o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem gente que simplesmente não quer lutar. E te deixa na mão. Não dá nem para apelar e pedir que entendam. Por que eles não entendem a simples verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We all are in the same fight&lt;br /&gt;  We´re all in the same war&lt;br /&gt;  We´re all in the same revolution&lt;br /&gt;  Got to know what you´re fighting for&lt;br /&gt;  Fight the Fight"*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de melhor olho para escolher meus aliados, da próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Living Colour, "Fight the Fight"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110399797378714698?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110399797378714698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110399797378714698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110399797378714698' title='Don´t Let Me Down'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110291034278372040</id><published>2004-12-12T23:38:00.000-04:00</published><updated>2004-12-12T23:59:02.783-04:00</updated><title type='text'>O guitarrista morreu. E o bom senso não foi ao enterro. </title><content type='html'>Dimebag Darrel, guitarrista do Damage Plan e mais conhecido pela super banda de thrash metal Pantera morreu. Morto por um fã ensandecido em pleno palco. Não é a primeira vez que isso acontece na história do rock. Deveríamos estar chocados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a mim um texto supostamente escrito pelo Arnaldo Jabor, no qual o colunista espinafrava o heavy metal. Diria ele que o metal celebra apenas o ódio, mas não promove revolta, aquela revolta hippie que a geração do Jabor cultivou tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso. Engraçado até. Porque essa mesma turma que fala tanto em rebelião, em força ativa da juventude, hoje está na Globo. A Rita Lee fazia um papel ridículo no Saia Justa. O Jabor fala regularmente no Jornal Nacional, é colunista no Globo e, para bem ou para mal, parou de fazer cinema. Será que, numa mesa de bar, em altos brados, eu não poderia cair no lugar comum de dizer que eles se venderam? E onde está a transgressão em se vender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas que não quero responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero responder é que é muito velho, muito ultrapassado dizer que o heavy metal incita a violência. É até ingênuo. A cultura ocidental, de forma mais ou menos velada, tem celebrado a violência desde sempre. Jean Epstein defendia a violência no cinema, argumentando que assistir à violência nos filmes teria um efeito catártico nos homens, aliviando assim seus impulsos agressivos. O próprio Aristóteles argumentava, na Poética, sobre os efeitos civilizadores de se assistir a espetáculos violentos, e nisso fazia a defesa da tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, pessoal, ninguém tem a ousadia de questionar Aristóteles, não é mesmo? Quem em sã consciência vai falar mal de Antígona ou afins? Que, aliás, deve ser um SACO de se assistir, pois o texto é de um estilo narrativo do início da dramaturgia ocidental, negativamente simples, e, para piorar, todos já sabemos o final das histórias: o filho mata o pai, a irmã transa com o irmão, essas coisas que hoje acabaram virando sinônimo de novela mexicana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechado o parênteses, devo dizer que é lógico que o metal celebra a violência, de certa forma. A violência que todos temos em nós. A violência da testosterona em ebulição. Fácil falar mal do metal. Mas basta pensar um pouquinho e lembrar o que devia ser ouvir os batuques de Sympathy for the Devil em meados dos anos 60. Ouvir os acordes sensuais de Keith Richards por trás daquela letra satânica. Os mais velhos não veriam isso como igualmente violento? E Hendrix, que foi celebrado como guru flower power, não fazia uma música violentíssima? Hendrix abusava de microfonias e explorava ruídos na sua guitarra, mais do que melodias. As pessoas iam ver o Hendrix da mesma forma que, no início dos anos 90, iam ver Kurt Cobain: para ver quão louco ele ficaria. Quanto barulho ele faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é violento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito legal falar mal do metal, mas o que dizer do hip-hop americano, do machismo e da celebração da bandidagem do funk carioca? Em sua celebração do dinheiro, da submissão feminina e das balas, esses estilos são infinitamente piores que o metal, que canta mais uma angústia de não viver num mundo que poderia (?) ser melhor e não é. O metal, que, sim, tem ares de missas negras, não celebra o horroroso: ele o expõe, ritualiza, e permite ao metaleiro uma experiência catártica: "estou angustiado com o mundo, mas estamos juntos neste barco". Não é melhor do que celebrar o consumo descerebrado e o chauvinismo? Outros estilos de que falei são muito mais diabólicos que o metal. Porque o metal é feio. Precisa ser! Mas o diabo é lindo, atraente e elegantíssimo. Ele usa rolex e anda num carrão. Não é que nem o metaleiro que conta moedas para pegar o ônibus na madrugada. No carro dele, Snoop Dogg, Ja Rule e, é claro, um "proibidão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é violento? E quem não é? E que tipo de violência você vai escolher para sua vida? A reservada para o ritual, ou aquela que vira um modo de vida? Um estilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar além dos estereótipos é preciso...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110291034278372040?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110291034278372040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110291034278372040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110291034278372040' title='O guitarrista morreu. E o bom senso não foi ao enterro. '/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110255980015853482</id><published>2004-12-08T22:31:00.000-04:00</published><updated>2004-12-08T22:39:51.123-04:00</updated><title type='text'>Página 109</title><content type='html'>Roberto: A loja está tão calma que resolvi te ligar só para te dizer para olhar um livro.&lt;br /&gt;Pedro: Qual livro?&lt;br /&gt;Roberto: Aquele de contos do F. Scott Fitzgerald.&lt;br /&gt;Pedro: Vocês não têm esse livro aí?&lt;br /&gt;Roberto: Não, não é pra você me mandar. Vai lá no livro, veja a última frase da página 109.&lt;br /&gt;Pedro: hummm... é bacana, vou me identificar?&lt;br /&gt;Roberto: Vai lá e leia.&lt;br /&gt;Pedro: Vai mudar a minha vida?&lt;br /&gt;Roberto: Não sei. Leia.&lt;br /&gt;Pedro: Você quer ficar na linha, esperando?&lt;br /&gt;Roberto: Não. Vai lá, leia. Depois você me fala.&lt;br /&gt;Pedro: Então tá bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há muitas formas de amor na vida. Mas jamais o mesmo amor duas vezes."&lt;br /&gt;F. Scott Fitzgerald&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Roberto, ler a página 109 mudou minha vida. Chega de buscar de novo a ingenuidade e o inédito daquele primeiro amor. Ele foi o que foi. O próximo será o que será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página 110. A ser escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110255980015853482?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110255980015853482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110255980015853482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110255980015853482' title='Página 109'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110166344347804422</id><published>2004-11-28T13:28:00.000-04:00</published><updated>2004-11-28T13:37:23.476-04:00</updated><title type='text'>Encontro com Narciso ou Over and Out</title><content type='html'>O palco é minha casa. Não é bem novidade dizer isso, mas a cada vez que subo nele, algo se renova. A possibilidade de ir além do que se ensaiou, a sensação de ser olhado e querer ousar ainda mais, tudo isso é intoxicante, e me vicia como a droga perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa sociedade, há um grande número de pessoas querendo se expor - vide Big Brother. Alguns de nós são tímidos, escondem-se no silêncio e fazem da mudez uma casca, um modus vivendi. Outros falam pelos cotovelos, botam as roupas mais chamativas, e todo seu ser clama por atenção. Estou mais próximo do segundo grupo. Mas não acredito em exibicionismo por exibicionismo. Eu não basto para mostrar. Narciso não se basta, ele precisa algo. Algo para dizer, algo para expressar, algo além do eu por eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou ser a primeira pessoa a dizer que toda arte tem algo de mediúnico. Muitos artistas sentem que a arte fala por eles, faz suas exigências e cobra em competência o desempenho mais ou menos bem sucedido. A inspiração está no ar, e o artista captura. Nada de novo nesse discurso. O que há de novo é a experiência. Porque podemos ler muito a respeito das coisas, entender (aparentemente) tudo, mas viver é bem diferente. Veja meu caso: resolvi que no meio da música "Angel", do Massive Attack, ia meter um improviso meio árabe, meio indiano, quase um mantra. E quando acabei cantando aquilo no palco, senti algo inexplicável dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, havia muito do meu sentimento quanto àquelas palavras e aquela melodia. Mas havia algo mais, uma sensação de que eu estava ecoando toda uma tradição de homens espiritualizados que usavam a música como um canal para se encontrar com algo além, algo superior, algo que vai além de nossas toscas palavras. Impressionante como sentia-me em outro nível de consciência e existência enquanto cantava, e como, quando a música acaba, tudo parecia pequeno demais, pois eu havia acabado de lidar com outro tipo de matéria. O indizível. A música é isso: o que não se pode dizer. Pode-se cantar, tocar e sentir, mas em palavras, simplesmente não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso, meu amigo, vicia. P.A. para mim já. P.A. não é power amplifier, é Palcólotras Anônimos, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110166344347804422?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110166344347804422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110166344347804422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110166344347804422' title='Encontro com Narciso ou Over and Out'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110104824388500630</id><published>2004-11-21T10:25:00.000-04:00</published><updated>2004-11-21T10:44:03.886-04:00</updated><title type='text'>O Gozo Triste</title><content type='html'>Hoje, não tive um orgasmo. Não foi nem um gozo (nos dois sentidos da palavra). Foi apenas uma reação biológica. Foi triste. Porque não havia nada de mim naquele movimento. Não do meu ser interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, você já deve estar pensando "ah, o velho papo de fazer amor vs. trepar". Essa dicotomia não existe, é ridícula. A maior mentira do universo foi aquela que inventaram de querer sexo sem sentimento. Isso não existe. Suponha que você encontra alguém na noite, e transa com ela. Você sente uma certa audácia, uma ousadia em se entregar tão despudoradamente ao momento, com um completo estranho. Algo meio transgressor e rebelde em se deixar levar puramente pelo prazer. E isso não é sentimento? E mesmo que você simplesmente use a outra pessoa, isso não te causa um sentimento de superioridade, ou algo do tipo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as pessoas falam em sexo sem sentimento, estão falando na verdade em sexo sem amor. E é claro que as duas coisas podem estar separadas - frequentemente estão. Mas essa necessidade de afirmar o "sem sentimento" do sexo me parece estranha. Quem iria querer - quem iria precisar? - afirmar algo se isso já fosse simplesmente consolidado? E outra... está bem, todos achamos isso muito legal e divertido, mas a verdade é que essa história de chamar (ou ser chamada, como preferir) de puta, vagabunda, cachorra, e todos esses adjetivos supostamente sensuais, é uma moda a qual agora todo mundo parece ter aderido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu sou moralista e contra isso? Claro que não. Também gosto de sexo selvagem. Mas o que leva tanta gente a optar e defender isso a altos brados? O sexo selvagem deixou de ser um opcional, virou obrigação. Se você não está trepando com todo mundo, berrando de tanto gozar e enfiando a mão na outra pessoa, parece que você está aproveitando menos do que deveria. Que está sendo menos homem ou menos mulher do que pode ser. É como se fosse uma moda - mais uma obrigação estética no meio de tantas outras obrigações estéticas: ser sarado, bonito, "hip" no sentido malandrinho, "in", da moda... não vendemos nosso sexo, mas também o tratamos como objeto de consumo, que tem que agir de acordo com as últimas tendências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, embora eu goste disso, não posso deixar de ver que tem algo muito triste aí. Acho que ainda carregamos muito pudor. Em sua maioria, os homens chamam as mulheres de vagabundas porque não admitem que uma garota "legal" possa trepar tão bem. E mais, eles (nós?) as odiamos por dependermos dela. E as mulheres, em sua maioria, não gostam de ser chamadas de putas porque acham que isso mostra que elas trepam bem, mas sim porque, no fundo, sentem-se culpadas por mil coisas. Sentem-se culpadas por manipular as relações. Não se esqueça que toda mulher controla toda relação - ela consente se você a penetra ou não. Se não consente, é estupro. Mas a mulher se sente tão culpada por manipular tudo, que precisa da força do homem rompendo o controle dela - em todos os sentidos. É por isso que a fantasia do estupro é mais comum do que se admite por aí. Elas fazem seu trabalho sub-reptício de dominar tudo, esforçam-se para isso (e a realidade do mercado de trabalho só as ajuda, nesse sentido), e vão tão fundo nisso que, na hora do sexo, ou assumem um papel desproporcionalmente dominador, ou querem que os homens as coloquem numa posição completamente dominada. Elas querem que a tornemos passivas, culpadas por serem, abertamente ou não, tão ativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ainda há muita coisa não falada por aí. Muita coisa que faltou dizer. Os homens e as mulheres não se comunicam, ficam apenas nas aparências, na ilusão. Confundem a superfície com o fundo, e, trocando apenas estímulos, e não sentimentos brutos, apaixonadamente declarados, nunca chegam ao ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é o ponto? O ponto, que nada tem de G, é que somos pessoas com certas personalidades, e essas personalidades combinam com outras. E o interessante é a troca de idéias e sentimentos entre essas personalidades que se encontram de alguma forma. Fazer amor? Se você ainda acha que fazer amor é um negócio morno, não devia ter começado a ler esse texto. Claro que fazer amor pode ser selvagem e intenso - mas é contra a obrigação disso que eu falo. Porque, sem entrega, acabamos sempre no não-orgasmo. No gozo triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110104824388500630?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110104824388500630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110104824388500630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110104824388500630' title='O Gozo Triste'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110054621944453477</id><published>2004-11-15T15:09:00.000-04:00</published><updated>2004-11-15T15:16:59.443-04:00</updated><title type='text'>HIGHER GROUND</title><content type='html'>Todos estamos no mesmo barco, estamos na mesma roubada, confrontados com o mesmo universo. Cometas, meteoros, estrelas cadentes, a realidade que corresponde aos perigos urbanos do homem confrontado com o ambiente urbano. Dinheiro, falta de dinheiro, corpos lindos, ondas estourando, são tantas coisas acontecendo e tantas pessoas falando. O que é fácil? Fácil seria desprezar essa galera toda, chamá-los de incultos, vulgares e burros. Estão todos derretendo o pouco cérebro que lhes resta? Talvez. Mas eu sou muito melhor que eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, não é entrar numa relativização babaca de porta de cinema de arte... o buraco é muito mais embaixo. É místico. Estamos todos na mesma roda, a roda da fortuna, no mesmo ciclo de vidas, aprendendo o que temos que aprender e pagando o preço que temos que pagar. Nesse sentido, somos iguais, e, nos bons momentos, não consigo ter ódio de ninguém. Mesmo dos piores facínoras. Tenho é muita pena. Pensar que alguns espíritos podem ser tão pouco evoluídos ao ponto de pautarem suas vidas nas coisas mais mesquinhas e pequenas como uma azeitona podre e vermelha. Dá pena, rapaz, dá pena, um amargo na boca e um aperto no coração pensar que eles ainda vão demorar muito para chegar no meu nível - e o meu nível nem é grande coisa. Também tenho porrilhões de lições para aprender. Só que já aprendi aquelas que me diferenciam desses, que ainda trocam vidas por diamantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda assim, amo. Amo todos eles. Alguns mais que os outros. Amo todos, um amor choroso de saber que nada que eu lhes der vai resolver. Nem todos os porcos estão prontos para nossas pérolas. E nós mesmos, talvez, não estejamos prontos para outras pérolas que estão bem na nossa cara. Como Fernanda disse (ou foi Clarice?), somos apenas porquinhos, ou melhor, porquinhos são mais dignos, pois eles não se iludem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquinhos e porquinhas, eu amo vocês. De verdade. Queria que vocês soubessem disso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110054621944453477?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110054621944453477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110054621944453477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110054621944453477' title='HIGHER GROUND'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-110030000014986788</id><published>2004-11-12T18:50:00.000-04:00</published><updated>2004-11-12T18:53:20.150-04:00</updated><title type='text'>CONFUSÃO</title><content type='html'>Ela espera, ela quer ajeitar o presente para abrir alas para o futuro. Mas essas alas não abrem para eu passar, e eu estou cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outra portas que eu ia abrir, com certa culpa, agora abro sem maiores questionamentos. Que venha o que e principalmente quem vier. Não me importo mais. Melhor deixar fluir, melhor deixar que a bagunça se prolongue, porque, afinal, na incoerência é que eu me acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beba mostarda com capim e assista televisão de costas. Beije os pés e lamba ostras. Por aí.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-110030000014986788?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110030000014986788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/110030000014986788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110030000014986788' title='CONFUSÃO'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109997460088950487</id><published>2004-11-09T01:22:00.000-04:00</published><updated>2004-11-09T00:30:00.890-04:00</updated><title type='text'>Corda-bamba cor de rosa</title><content type='html'>E aquele sonho rosa e florido tornou-se um pesadelo, apenas para tornar-se sonho de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sonho que veio com uma estranhíssima tranquilidade, não sem passar por um belo turbilhão antes. Dois, na verdade. Um dela, um meu. Um nega, outro nega, e, nesse equilíbrio, a  justiça poética acontece. Aconteceu, deixou de ser presente para tornar-se passado. Julgamento terminado. Findada, para então, lentamente, deixar que as engrenagens façam seu trabalho: engrenar, e encaixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o encaixe vai muito bem, obrigado. Dando belos sinais de que será perfeito. Seu prelúdio é promissor. Promessas que me perfuram a alma na forma daqueles dois olhos enormes, aquele sorriso matador que revela aqueles dentes tão dela. Únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esta é a fase de transição, se esta é a fase da incerteza, nunca gostei tanto da corda bamba. As certezas vão nos dar alguma coisa, de fato, mas tirarão o senso de aventura. Ou não? O que poderá substituir o vazio nebuloso dessa dúvida gostosa quando houverem alicerces?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o tempo dirá, e, pela primeira vez em muito tempo, olho para ele com olhos ternos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109997460088950487?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109997460088950487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109997460088950487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109997460088950487' title='Corda-bamba cor de rosa'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109919418096876564</id><published>2004-10-30T23:37:00.000-04:00</published><updated>2004-10-30T23:43:00.970-04:00</updated><title type='text'>PÉSSIMOS HÁBITOS</title><content type='html'>Peguei com meu amigo e rock star Labelle RaTTaus o péssimo hábito de chegar nos lugares muito tarde.&lt;br /&gt;Peguei comigo mesmo o péssimo hábito de gastar mais do que tenho e posso.&lt;br /&gt;Peguei com Bukowski o péssimo hábito de beber mais que o fígado aguenta.&lt;br /&gt;Peguei em mil lugares a vontade de ser uma figura única e admirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre me esqueço que não preciso forçar a barra para isso - já tenho meus (minhas) admiradores (as), e tenho o potencial para conseguir muito mais. Então, não deveria simplesmente relaxar? Mas sempre repetimos o mesmo erro, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os meus péssimos hábitos, o pior deles é tentar ser quem eu não sou. Advirto a todos contra isso. NÃO FAÇAM ISSO. Seja você mesmo - MESMO. Desafie seu próprio senso de ridículo. Ele sim é seu pior inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, um hábito muito bom é a sinceridade, e aqui uma advertência: se você me achou extremamente arrogante ao falar que tenho admiradores, você fez uma leitura totalmente superficial. Estou constatando, não esnobando. Lamento muito por quem não entendeu a piada. Entre meus péssimos hábitos, está o fato de debochar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piada é comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109919418096876564?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109919418096876564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109919418096876564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109919418096876564' title='PÉSSIMOS HÁBITOS'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109875001423028246</id><published>2004-10-25T20:14:00.000-04:00</published><updated>2004-10-25T20:20:14.230-04:00</updated><title type='text'>SURFISTA PRATEADO</title><content type='html'>A cabeça não é só para fazer penteados bonitos ou, no meu caso, deixar o cabelo crescer, conforme poderia afirmar minha professora de português da oitava série. No entanto, cabeça vazia (por mais mechas que tenha) é oficina, e a minha parece vazia. Mas como eu já disse antes, as aparências enganam, e o vazio é, na verdade, um emaranhado, uma enxurrada de informações que vêm tão rápido que parecem um grande borrão. Um grande nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo que você, vez ou outra, também se sente assim. Uma inquietação que você não sabe dizer de onde vem. A psicologia explicaria isso dizendo que vivemos em eterna falta. Já eu penso diferente, digo que nosso suicídio particular não se completou. Todos queremos um suicídio particular, a resolução de todos os conflitos, sensação de filme terminado rolando créditos, final do show ("parou por que? por que parou?"). Porque tudo tem que parar, e todos queremos parar, cedo ou tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que bebemos, tomamos substâncias, trepamos, vemos e fazemos arte. Para dormir. Mas o sono nunca é eterno, e quando achamos que o borrão pode realmente parar e se tornar um nada, todas as partículas-planetas começam a se movimentar de novo, aceleram, e tornam-se novamente um borrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após aquele suspiro pós-orgasmico acontece o Big Bang, e o universo se reinicia mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109875001423028246?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109875001423028246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109875001423028246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109875001423028246' title='SURFISTA PRATEADO'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109789176885794058</id><published>2004-10-15T21:49:00.000-04:00</published><updated>2004-10-15T21:56:08.856-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu tenho uma necessidade em permanente urgência.&lt;br /&gt;Uma necessidade que grita e pede para ser saciada, como um machucado que a gente insiste em cortar e sabe que vai sangrar, deixar marca, ficar feio.&lt;br /&gt;Mas é isso que eu quero: sangrar sobre o mundo, dar minhas vísceras para vocês, só para que vocês saibam o que eu fiz, o que eu vi, como eu entendi, digeri, degluti e regurgitei tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso de eu, mas preciso de eu e você,  eu e vocês, eu e nós, nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um escritor, cujo nome me foge à memória, que fala que o artista é como a criança que percebe que sua voz é ouvida, e que sua voz faz com que ela seja notada. E ela percebe que sua voz é especial justamente porque permite o contato com a mãe - e com o mundo. Mais tarde, quando ela rabisca qualquer porcaria num papel, ela mostra para todo mundo, porque o papel é importante. É importante porque foi ela que fez. A única importância do papel é que ela faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse diferente, ninguém assinava seus quadros, ninguém ia querer créditos nas músicas, nos filmes, não existiria direito autoral... RAIOS! Nem existiria a palavra AUTOR. Acontece que nós,  artistas, somos muito narcisistas. Mas como ser diferente? Fazemos nossos rabiscos, sabemos que eles são importantes. São choros de neném que quer seio, e sabe que o choro funciona. Mimados, talvez, mas quem não chora, não mama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que as lágrimas que eu dedico a vocês a cada vez que aqui escrevo sejam tão eloquentes quanto meus sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109789176885794058?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109789176885794058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109789176885794058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109789176885794058' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109683667982580542</id><published>2004-10-03T16:44:00.000-04:00</published><updated>2004-10-03T16:53:00.036-04:00</updated><title type='text'>OLHE-ME</title><content type='html'>Caminho pelo salão e a champanhe sobe, meio elétrica, meio entorpecente, e o som já não é algo fora de mim, é uma entidade que vai me tomando e fazendo parte do meu corpo. Balanço e deslizo, minhas feições fogem do controle, despudoradas, lascivas, quase ridículas. O botão da camisa abre sozinho revelando peito e pelos que querem se expandir como trepadeiras até o infinito - ou as profundezas da sua alma (dá no mesmo). Suo com a batida da música, distorço com o som do sintetizador, miopizo com a luz estroboscópica, e te desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te desejo minha, eu meio encenação, meio referência, totalmente eu mesmo. Porque o personagem e a alma não são separados, mas causa e efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior erro de meus críticos foi achar que era tudo pose. Mas a pose é real, o que você vê é o que existe. Chafurdo na superficialidade, pavoneio-me, e entrego-me, para que você me ame ou me despreze. Corro o risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que as vezes você fica presa a um estereótipo, um tipo de rosto, de corpo, pré-estabelecido, no qual exceções não têm espaço e o contraste entre glamour e decadência não é bem vindo. Pena, porque se as aparências não enganam, elas por outro lado estão longe de mostrar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109683667982580542?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109683667982580542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109683667982580542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109683667982580542' title='OLHE-ME'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109582535922021576</id><published>2004-09-21T23:49:00.000-04:00</published><updated>2004-09-21T23:57:55.496-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Medos são estúpidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apegar-se a medos é completamente estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, nada mais apegável do que o medo. Porque ter medo é impedir-se de mudar. O medo é uma porta que você mesmo coloca em seu caminho, e cuja chave você arremessa longe. E somos sempre nós mesmos que escondemos nossas próprias chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aquelas mantas que vestimos, disfarces eficientes, aparência de liberdade que usamos as vezes - mas que não passam de prisões apropriadamente embaladas. Uma estrada, born to be wild tocando, e algemas invisíveis. Pois a liberdade não está neste ou naquele símbolo beatnik, hippie ou de propaganda de refrigente (onde a juventude é uma banda), mas em algum outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este lugar não vai ser nem eu nem eles quem vai dizer. Você precisará consultar seu oráculo interior. Todos temos um cristal, ainda em forma bruta, dentro do peito, uma lente impura que, se polida, dá a ver os meandros de todas as galáxias. E no momento em que o pano começa a polir aquelas primeiras imperfeições, o pouco que o cristal revela é aparentemente paradoxal. Mas só aparentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele revela que o caminho mais difícil é SEMPRE o melhor, porque nada que é muito fácil vale realmente a pena; e revela que algumas das coisas que você menos quer mudar são, provavelmente, justamente aquilo que precisa mais reparos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde você vai guardar sua chave?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109582535922021576?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109582535922021576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109582535922021576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109582535922021576' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109459259391036923</id><published>2004-09-07T17:29:00.000-04:00</published><updated>2004-09-07T17:29:53.910-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/112/1647/1024/batman%20vs%20super.1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/112/1647/400/batman%20vs%20super.1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Meus pais me ensinaram, caídos nesta calçada, inertes, sangrando, que O MUNDO SÓ FAZ SENTIDO QUANDO VOCÊ O FORÇA A FAZER"&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109459259391036923?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109459259391036923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109459259391036923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109459259391036923' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109383889788295558</id><published>2004-08-30T00:04:00.000-04:00</published><updated>2004-08-30T00:08:17.883-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Essa sensação de que você está finalmente vivendo a vida é meio engraçada... é engraçada porque quando você passa a viver a vida, intelectualizando um pouco menos as coisas, ligando-se a prazeres simples, acontece uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pensa em novos gritos das guitarras, velhos sucessos, em ver montanhas e novos mares, luz do sol, noites aveludadas e novos rostos, lânguidos e perfumados... e tudo isso é muito jovem, muito adolescente, no melhor sentido da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pergunta que fica é: para onde foi toda aquela intelectualidade, aquele verniz, os papos-cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço idéia, mas o vento continua batendo, e os rostoso já não estão tão sóbrios. Sigo sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109383889788295558?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109383889788295558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109383889788295558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109383889788295558' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109330733007803621</id><published>2004-08-23T20:26:00.000-04:00</published><updated>2004-08-23T20:28:50.076-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quero sair daqui, cansei de tudo. Há sono demais e tarefas demais, e essa combinação não pode dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ver as coisas acontecendo, quero fazer a roda da fortuna girar a meu favor, mas há tanto para fazer e tão pouco tempo que desanima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero parar de brigar com o relógio. E ele é um belo oponente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109330733007803621?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109330733007803621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109330733007803621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109330733007803621' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109296885724799626</id><published>2004-08-19T22:10:00.000-04:00</published><updated>2004-08-19T22:27:37.246-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não me rotule.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me rotulando, já basta eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me ame, eu não vou retribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero soltar os cachorros, quebrar o vidro de um carro, cuspir na cara de alguém, vomitar na porta de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero entrar de óculos escuros e terno preto na igreja universal e ficar lá no fundo, calado. Quero que tentem me exorcizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero gritar que a compaixão é uma grande mentira, um caô fudido de gente boa que aprendeu a ter medo de ir pro inferno quando morrer. Quero ser banido para outro país, comer lesmas, matar lagartos e fritar gafanhotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que olhem no fundo do olhos e vejam o mal, e lembrem-se de que eu não comecei nada disso. Sou a tela branca que o mundo pintou em vermelho sangue e preto fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vocês agora tem a resposta. Sou um coração farpado, hemorragia interna e muda, um abraço urso, que quebra as costelas de tão carinhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo: eu lhe odiaria muito, se não lhe amasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109296885724799626?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109296885724799626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109296885724799626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109296885724799626' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109202271024057047</id><published>2004-08-08T23:27:00.000-04:00</published><updated>2004-08-08T23:38:30.240-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É difícil escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil chegar e dizer "muito bem, agora é essa, parei aqui".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a cada escolha, uma renúncia... ou várias renúncias. E a principal pergunta que você deve se fazer é: estaria eu deixando passar a oportunidade de uma vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se estiver? Haverão outras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo um pouco mais específico... e se realmente existir esse negócio de almas gêmeas? E se realmente existir a tal da tampa para sua panela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você simplesmente não estiver pronto para ser tampado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, sei apenas que sigo fumegando. Pelo menos, a comida está cheirando muito bem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109202271024057047?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109202271024057047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109202271024057047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109202271024057047' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109072775342898228</id><published>2004-07-24T23:54:00.000-04:00</published><updated>2004-07-24T23:55:53.426-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Seu trabalho é viver as fantasias dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhe alto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;AC, personagem de Rock Star, o filme&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109072775342898228?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109072775342898228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109072775342898228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109072775342898228' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-109021182622977574</id><published>2004-07-19T00:29:00.000-04:00</published><updated>2004-07-19T07:57:47.346-04:00</updated><title type='text'>Ouro, para que?</title><content type='html'>É apenas ouro de tolo, é apenas medo de perder a condição, medo de zerar tudo. Ficar na merda, na pior. Momentos de gozo seguidos à realidade da condição limitada. Êxtase e agonia. Bad trip total. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Você não pode provar do céu sem o inferno do dia seguinte. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Você não pode prender tudo e esquecer que ali na frente estoura.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;E o pior de tudo é que, na vida, você sempre acaba prejudicando as pessoas de quem você mais gosta. Perda de noção, perda de bom senso, perda de respeito.&amp;nbsp;A bomba estoura no lado de quem menos merecia que estourasse, e quem merecia uma explosão está a quilômetros de distância. Estilhace a confiança conquistada, como se destrói em segundos um&amp;nbsp;edifício que demorou anos para ser construído. É fácil. Tente.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Pensando bem, não. Não há necessidade de lhe recomendar isso. Somos humanos. É da nossa natureza fazer isso. Errar com quem mais gostamos. Fizemos isso, fazemos isso, e faremos isso. Mas, se meu testemunho vale de algo, que fique o chavão: a vida é curta demais para aprender com seus próprios erros. Aprenda com os erros dos outros, impedindo assim você mesmo de cometê-los. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;As vezes, não adianta se rastejar, pedir clemânecia, implorar, se ajoelhar. Resta seguir, e se tocar de que certos erros não mereciam nem ter início, e que o fim abrúpto de tudo tem apenas&amp;nbsp;uma pessoa&amp;nbsp;como culpada. Você mesmo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Até. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-109021182622977574?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109021182622977574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/109021182622977574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109021182622977574' title='Ouro, para que?'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108951108723351056</id><published>2004-07-10T21:37:00.000-04:00</published><updated>2004-07-10T21:58:07.233-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>McLuhan estava certo quando afirmava que o ambiente influencia o homem de maneiras que ele mesmo não percebe. Trabalho numa livraria, vendendo CDs e DVDs, mas tem horas (muitas delas) em que você tem que vender livros. E todo aquele ambiente das palavras escritas entre duas capas acaba entrando na sua cabeça, e te modificando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.depotbookstore.com/media/bookstore.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só isso. Meu amigo Eduardo Spohr está terminando seu magnífico épico bíblico (pleonasmo?), o que me empolgou. Além do velho conhecido, um novo rosto, uma nova voz me permitiu ler seus textos. Suas histórias de gente contemporânea, gente que enlouquece, grita, rasga fotos, trepa no carro e corta pulsos como todos nós (exagero), me entusiasmou muito. Fiquei inspirado, e voltei a escrever. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rjgeib.com/thoughts/brotherhood/writer.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Meu velho projeto "Fantasmas no Espelho", o livro que comecei a escrever para tentar lidar com o fim de meu primeiro namoro, está de volta, completamente reformulado. Das 125 páginas anteriores, sobraram apenas 4. Novas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritas no ônibus no caminho para o trabalho, é assim que será. Minha média é de duas páginas por dia. Em 150 dias - pouco mais de cinco meses, se você contar os fins de semana - terei trezentas páginas. Não é uma média ruim, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora o que todos esperavam: A TRAMA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recém-formado jornalista Fernando Velasquez está entediado e desempregado - não necessariamente nessa ordem. Indeciso e auto-destrutivo, ele não consegue se decidir sobre o que quer fazer. Seu caminho é atravessado pela imprevisível Mônica, uma mulher linda que dá a Fernando um motivo para acreditar na vida e todas essas coisas simpáticas que dizem os livros de auto-ajuda. Mas este amor não vive apenas no presente, e enquanto faz planos para o futuro, Mônica exige saber do passado de Fernando. O que seria perfeitamente normal, algo que se espera em qualquer namoro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não ser, é claro, pelo detalhe de que Fernando não se lembra de absolutamente nada que fez entre os 19 e 23 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.amsterdam-holland-travel.com/gallery/art/rijksmuseum/rembrandt-self-portrait-as-young-man.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108951108723351056?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108951108723351056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108951108723351056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108951108723351056' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108897812097403669</id><published>2004-07-04T17:52:00.000-04:00</published><updated>2004-07-04T17:58:53.006-04:00</updated><title type='text'>ELA (S)</title><content type='html'>Sou muito meu para ser seu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é muito minha para não ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou apenas um espatifador de corações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me entrega o seu em uma bandeja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É frágil como cristal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora você o envolva com chumbo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim vejo como é por dentro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não tem segredo algum para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de saber mentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a verdade dói&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.thecliffguy.com/mckean.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108897812097403669?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108897812097403669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108897812097403669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108897812097403669' title='ELA (S)'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108835541750127896</id><published>2004-06-27T12:45:00.000-04:00</published><updated>2004-06-27T12:56:57.500-04:00</updated><title type='text'>SONHAR NÃO CUSTA NADA</title><content type='html'>Olha, eu sei que as pessoas estão acostumadas a esperar deste blog textos inteligentes, discussões sagazes, etc... mas a verdade é que eu voltei à adolescência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que há de mais adolescente do que sonhar em ficar com alguma pessoa famosa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que você só imagina demais quando o presente não está bom, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Estou ficando cada vez mais interessado em pessoas loucas, psicóticas, mal resolvidas e auto-destrutivas. O interesse é menos sexual do que de um certo fascínio. Querer entrar na mente de certas pessoas, que eu admiro, e tentar entender de onde vem aquela inquietação, e como essa inquietação se manifesta para além da arte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.asahi-net.or.jp/~jy3k-sm/misc/dali2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arte, as questões estão muito explícitas. Eu, num palco, sou nu. Completamente, atrás de todas as roupas estilosas e cachecóis brilhantes. Aquilo é mais "eu" do que eu sou na maior parte do tempo. Uma vez disse isso para uma pessoa, mas acho que ela não entendeu. Não há nada de encenação quando subo em um palco. Toda aquela extravagância é a expressão mais evidente, nítida, desinibida de mim. Mais nu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bluesforpeace.com/images/gtr-player-logo2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí minha fascinação com Fiona Apple. Ela parece completamente louca. Além de uma voz estranha, meio psicótica, muito mais perturbadora que a da Alanis... e eu queria saber o que inquieta essa mulher linda, de onde vem essa mistura de raiva e loucura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prozart.com/seligpict/fiona.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é fantasia. Ela pode não ser nada disso. Provavelmente nunca saberei. No entanto, isso não me impede de fazer o mesmo tipo de perguntas quanto à Joss Stone. Ela é totalmente "blue", ela reverbera a dor das moças negras do Mississipi e do Alabama, e, por que não, do mundo inteiro, por detrás daquelas madeixas loiras. E eu queria saber de onde veio isso, de onde vem essa inquietação, essa coisa que aparece na voz sensual dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.billboard.com/billboard/photos/artists/joss-stone.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu queria saber o que motiva essas mulheres a ser artistas, de onde vem isso. A pergunta é: descoberto o motivo, o fascínio perduraria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108835541750127896?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108835541750127896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108835541750127896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108835541750127896' title='SONHAR NÃO CUSTA NADA'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108821703464643501</id><published>2004-06-25T22:29:00.000-04:00</published><updated>2004-06-25T22:30:34.646-04:00</updated><title type='text'>QUEM????</title><content type='html'>Detestei a Laura ter matado o Lineu. Uma pergunta que ficou no consciente coletivo brasileiro durante tantos meses merecia uma resposta mais surpreendente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso lanço a pergunta: Humberto, quem é você? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, Humberto é um cara que entra aqui e sempre deixa comentários. Sujeito amável, mas que nunca deixou um link nem nada... a curiosidade matou o gato, e eu até que sou mesmo bonitinho. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108821703464643501?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108821703464643501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108821703464643501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108821703464643501' title='QUEM????'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108787246256683593</id><published>2004-06-21T22:28:00.000-04:00</published><updated>2004-06-21T22:47:42.566-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tudo muda, mesmo o que não queremos que mude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, as vezes, o que você deseja REALMENTE acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.andeantravelweb.com/peru/travelogues/tan-wee-cheng-10.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que fazer quando você consegue o que quer? Para onde mais ir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.hfrdesign.com/rural%20road.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tenho muito o que fazer na vida. Em alguns sentidos, faltam muitos degraus a andar. Por exemplo: fui pegar um clássico do jazz para tocar - Someday My Prince Will Come - e raios! como é difícil, aquilo! Tão difícil quanto o Tom Jobim de que falava no antigo blog... e me vem a indagação: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseguir ter a riqueza musical desse tipo de som - Jazz e Bossa - no rock? A primeira resposta que eu poderia ter seria "rock progressivo", ou talvez "fusion". Mas é possível ter algo dessa complexidade sem tornar as músicas herméticas, demasiado complicadas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é SIM. Os Beatles e os Mutantes já fizeram isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.shinybluegrasshopper.com/fraises/beatles.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reinodascifras.com/images/mutantes.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARALEO! Encarar o desafio de fazer algo do nível que os Beatles e os Mutantes fizeram é no mínimo assustador! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... bola pra frente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://home.iprimus.com.au/ragadolls/guitar.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108787246256683593?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108787246256683593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108787246256683593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108787246256683593' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108735334048843870</id><published>2004-06-15T22:33:00.000-04:00</published><updated>2004-06-15T22:35:40.486-04:00</updated><title type='text'>UM HOMEM CONTRADITÓRIO</title><content type='html'>Sei que vou falar de algo que não pratico muito, mas o fato é que temos tido muito puxão de cabelo e pouco carinho, muita porrada e pouco afago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alcançarmos os píncaros da macheza, da virilidade pós-pornô, seremos ainda capazes de fazer amor e não simplesmente foder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer hipocrisia, mas acho que precisamos de menos filme pornô e mais Ingres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://faculty.evansville.edu/rl29/art105/img/ingres_odalisque.jpg&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108735334048843870?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108735334048843870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108735334048843870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108735334048843870' title='UM HOMEM CONTRADITÓRIO'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108706141930176426</id><published>2004-06-12T13:18:00.000-04:00</published><updated>2004-06-12T13:30:19.300-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>OK eu sei que um homem que lida com cultura, estuda autores sérios, etc, não devia fazer isso, mas vou fazer assim mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vá lá, li na banca de jornal que a Aline Moraes, a gatinha loira da novela das sete, teria dito: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A sensualidade tem a ver com a autenticidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ok, eu devia estar citando Mae West, Marilyn Monroe, ou alguma das gatas do passado, a quem o tempo já investiu com uma aura de seriedade, de charme nostálgico, etc... que, na verdade eram tão pouco profundas quanto Aline Moraes, mas ganharam aquele charme "vintage". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Aline Moraes está absolutamente certa. Lembro-me das várias vezes, durante alguns anos, em que, em vez de tentar ser eu mesmo, entrava numa de interpretar um papel. Tive vários "ídolos da vez", que eu copiava descaradamente. O filme "A Outra Face" teve especial impacto em mim. Lembro-me de passar muito tempo imitando Nicolas Cage e John Travolta no papel do vilão charmoso Castor Troy. Acontece que mulheres são criaturas intuitivas, e, de alguma forma, elas sentiam que eu estava tentando impressionar. TENTANDO muito, eis a palavra. A verdade é que, salvo os homens extremamente bonitos, as mulheres odeiam quem TENTA impressionar. Impressionam-se com os caras mais naturais, os caras que são mais eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo da ordem do "foda-se" em ser autêntico, mesmo que o autêntico seja profundamente calmo e plácido. Não é tanto uma questão de rebeldia quanto uma questão de integridade. Você saber quem você é, agir de acordo com quem você é, ser quem você é. É mais difícil do que parece. Os comerciais, os outdoors e a Pity vivem dizendo para você ser quem você é... e você acaba entrando na lógica do Clube da Luta: que tipo de jogo de cozinha mostra melhor quem eu sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é quem realmente é não pensa tanto nisso. Simplesmente vai. Algo da ordem do direto, do desleixado (no bom sentido) e do profundamente seguro é o que leva à autenticidade. E nós só conseguimos a verdadeira segurança quando não temos nada a perder, quando não associamos grande valor a nada. Quando você deseja muito uma coisa, ou tem muito medo de perdê-la, aí sim você tem insegurança. E isso afeta a autenticidade, afetando, portanto, a sensualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, como diz o popular, "muita calma nessa hora". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108706141930176426?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108706141930176426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108706141930176426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108706141930176426' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108658052340898643</id><published>2004-06-06T23:23:00.000-04:00</published><updated>2004-06-06T23:55:23.410-04:00</updated><title type='text'>DENTRO</title><content type='html'>Unir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesclar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir o fugaz com intensidade profunda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento breve que deseja implodir e eternizar-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonar-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indiferenciar-se no calor orgânico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biopsicologizar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bipolar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrar&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108658052340898643?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108658052340898643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108658052340898643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108658052340898643' title='DENTRO'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108640955169759220</id><published>2004-06-05T00:22:00.000-04:00</published><updated>2004-06-05T00:25:51.696-04:00</updated><title type='text'>PULP FRICTION</title><content type='html'>Devo ser louco pois estou preguiçoso. Expectativas de sexo, palavras sem nexo, misturar McLuhan com cerveja sempre dá um porre do cacete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bastardos me responderam todas perguntas, e no entanto, não encontro sentido além do som. O Som e o Sentido (Wisnik, numa livraria perto de você). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E numa livraria estarei eu segunda-feira, empregado, finalmente, ganhando dinheiro, podendo ir a motéis, festinhas, showzinhos e podendo mandar quem eu quiser pra casa do cacete. Não vá, não vá ainda. Eu te amo, acredite. Vote 22 dois patinhos na lagoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem aí a formatura de Rodrigo Pegado, oftalmologista especial. O professor homenageado não perde por esperar. Homenagem: TORNAR HOMEM. Formalidade medieval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I´ll be medieval with your ass. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108640955169759220?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108640955169759220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108640955169759220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108640955169759220' title='PULP FRICTION'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108627629791955330</id><published>2004-06-03T11:01:00.000-04:00</published><updated>2004-06-03T11:24:57.920-04:00</updated><title type='text'>DEIXA ESTAR</title><content type='html'>Passei horas pensando em escrever um post para falar mal do racismo, para difamar indiretamente uma pessoa que ofendeu uma amiga minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixa estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro falar de coisas bacanas, até porque, a honra dela já está salva. Essa minha amiga me ensinou o valor da lealdade, de defender seus amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem, seu amigo pode estar totalmente errado num conflito, mas "roupa suja se lava em casa"... se você tem uma crítica a fazer a algum amigo, se não concorda com o que ele faz, faça isso em particular, depois de resolvido o conflito. Não devemos concordar com tudo que os amigos fazem - isso é burrice - mas também não devemos criticá-los na frente do adversário, de seu opositor. Isso é dar armas a ele para destruir seu amigo ainda mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha amiga me ensinou isto. Antes, eu deixava meu senso crítico falar mais alto que minha lealdade. Hoje, já posso dizer que aprendi a hora de deixar cada uma dessas características fluírem. Tem que ser como uma máfia, uma muralha: vocês têm que estar prontos para morrrerem juntos, defendendo-se um ao outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://tolkienilu.chez.tiscali.fr/film/rok/aragorn_et_legolas.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, uma sugestão mais importante do que parece: "aprenda com os erros dos outros, pois a vida é curta demais para aprender com seus próprios erros". Se meus erros podem te fazer pensar, aprender... então sou um alquimista realizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108627629791955330?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108627629791955330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108627629791955330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108627629791955330' title='DEIXA ESTAR'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108614963604003709</id><published>2004-06-01T23:59:00.000-04:00</published><updated>2004-06-02T00:13:56.040-04:00</updated><title type='text'>PRETO E BRANCO ?! ?! ?! </title><content type='html'>Houve uma pequena discussão nos comentários do post anterior, e, como pai da discussão, tenho que intervir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem deu a Joss Stone o apelidinho de nova rainha do soul fui EU, e não uma agência de publicidade qualquer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://the.honoluluadvertiser.com/dailypix/2003/Oct/13/islandlife8.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se disse isso, é porque eu acho que Joss Stone está muito mais perto do soul como era feito nos anos 60 e 70 do que Alicia Keys. O rhythm and blues de BB King foi pervertido em algo dançante e engraçadinho para dançar, mas que de blues não tem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.michaelromanos.com/pictures/stock_photos/bb_king.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto, e não o verdadeiro blues urbano e elétrico, que a Alicia Keys, a Beyoncee, o Destiny´s Child, o En Vogue, a Mariah Carey e um monte de artistas esquecíveis vêm fazendo. Portanto, acho que não dá para chamar Alicia Keys de "rainha do soul" simplesmente porque, em meu entendimento, ela nem mesmo TOCA soul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://mikescelebs.inkiboo.com/aliciakeys/014.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuck Berry era outro momento histórico. Realmente, ali, naquela época, o argumento do preto vs. branco procede totalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.si.edu/lemelson/guitars/images/cschuck.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando mesmo num país segregado como os EUA, a música negra está tão em alta, fica evidente como o argumento do Marinão não tem o menor sentido. O rap e o r&amp;b (que é melhor na tradução brazuca: "charme") dominam o mercado fonográfico americano. Essa distinção de um mercado que vai privilegiar um branco e não um negro é tola, Marinão. A prova: tudo que o Lenny Kravitz lança é super promovido, aprovado por público e crítica, enfim, sucesso total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria a indústria fonográfica tão divida assim? Fica a imagem abaixo para &lt;br /&gt;pensarmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.n.ethz.ch/student/schmitzj/download/covers/B/BB%20King%20&amp;%20Eric%20Clapton%20-%20Ridin%20with%20the%20King.gif&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108614963604003709?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108614963604003709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108614963604003709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108614963604003709' title='PRETO E BRANCO ?! ?! ?! '/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108596892570108857</id><published>2004-05-30T21:22:00.000-04:00</published><updated>2004-05-30T22:02:05.700-04:00</updated><title type='text'>FELL IN LOVE WITH A GIRL</title><content type='html'>Este fim de semana foi simplesmente perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, show do Mamute, uma das minhas bandas. Loucura glitter pop total. Botei meu visual de pintor francês pós-moderno, com direito a boina quadriculada, cachecol purpurinado, e calça vermelhona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agitei feito um desesperado, tresloucado, um Van Halen dos pobres tirando onda de sexy symbol. E não é que as mulheres entraram na brincadeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, foi um showzaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o foi o psicodélico e excelente Jupiter Maçã... trazido diretamente da capital gaúcha por meu amigo e guitarrista animal Emidio Malmsteen ww.fotolog.net/emidiomalmsteen ), Jupiter é um original e espero que as gravadoras tenham um mínimo de inteligência para botar o cara nas paradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www2.uol.com.br/uptodate/imagens/jupiter.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não é um momento para tristeza ou ceticismo. Coisas interessantes finalmente estão começando a acontecer. Na tarde deste sábado, tive o prazer de assistir dois clipes que me deixaram ensandecido. O primeiro deles foi a música de trabalho do novo grupo VELVET REVOLVER. É a mesma formação original do Guns N Roses, só que com o vocalista Scott Weiland, ex-Stone Temple Pilots. Scott tem um vozeirão, atitude, e visual. Essa banda representa o retorno do rock n roll da velha escola com força TOTAL !!!! Lembra muito The Cult e Jane´s Addiction... olha que coisa magnífica: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.iventa.com/management/images/velvetrevolver/030619_15.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois ainda teve o clipe da nova paixão da minha vida. JOSS STONE. A nova rainha da soul music americana é loira e tem apenas 17 anos. Ela cantando "Fell in Love with A Boy" é um show de charme, estilo e presença. Um carisma fenomenal, uma voz inebriante, um olhar que te bate até a alma. Fell in Love With a Girl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://the.honoluluadvertiser.com/dailypix/2003/Oct/13/islandlife8_b.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do show do Jupiter, meu visual de rock star causou efeitos inesperados. Nem eu mesmo acreditei. Mas não vou me aprofundar em detalhes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velvet Revolver no ouvido e Joss Stone na cabeça!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108596892570108857?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108596892570108857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108596892570108857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108596892570108857' title='FELL IN LOVE WITH A GIRL'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108537888221908167</id><published>2004-05-24T02:04:00.000-04:00</published><updated>2004-05-24T02:08:02.220-04:00</updated><title type='text'>Big Brother?!?!?!?! </title><content type='html'>Fiquei impressionado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, com a idade, eu esteja caindo em sentimentalismos baratos ou me tornando ainda mais ingênuo, acreditando em jornalismo apelativo, mas foi o programa "Fantástico", aquele triste lembrete de que a segunda-feira, com seus despertadores, esbarrões e buzinas, se aproxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que, enquanto degustava meu bife à parmegianna - maravilhosa sobra do almoço de domingo - passou uma matéria no início do Fantástico que mostrava a eficiência do sistema de câmeras de segurança pública instaladas na praia de Copacabana. A duas quadras aqui de casa. Mais adiante, era mostrado como em Nova York, Londres e Jerusalém, as câmeras de segurança já tornaram-se lugar comum. Em Jerusalém, chegam a ter 480 câmeras por quilômetro quadrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me assusta nisso tudo não é o medo de perder a privacidade. Nisso eu já não tenho muita fé, visto que meu computador pessoal está ligado à rede mundial de computadores. O que me assusta é perceber que parte de mim adorou a idéia. Adorou as câmeras em toda parte, reprimindo menores infratores que, considerando o espaço para educação que as instituições dão, nunca se socializarão do jeito que esperamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo passo são as câmeras nas favelas. Perscrute os pobres, observe-os, disseque-os, generalize a idéia de que todo pobre é um criminoso em potencial. E, em seguida, quando não mais bastar, expanda o olhar para a classe média. Deixe a elite intocada, claro, a não ser que as câmeras entrem aí como jogo de exibicionismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostei da idéia. Isto é que me perturba. A paranóia está chegando a tal ponto, a necessidade de segurança parece tão palpável que estamos começando a gostar disto. Não estamos nem um pouco diferentes dos americanos, que, logo após o 11 de Setembro, abdicaram sem maiores reclamações de algumas liberdades civis em nome da segurança. Estamos na mesmíssima situação, e nossos inimigos são confundidos com as domésticas e porteiros que ajudam-nos em nosso dia a dia. Eles são pobres e pretos, e com isso achamos que todo pobre e preto é um FDP. Batemos palma para o BB King, para o James Brown, para o Toni Garrido ou o Paulinho da Viola, mas quem disser que não ficaria incomodado em pensar em ter sua filha namorando um negro, que atire a primeira pedra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegando pesado? Talvez, mas é preciso expor a ferida para tratá-la. Chega de tapar o sol com a peneira. É preciso racionalidade, é preciso evitar a paranóia e pensar quem é o verdadeiro inimigo. Contra quem vamos lutar? A verdade é que manter a sanidade sem não se alienar, sem cair num mundo de ilusões, nestes dias estranhos, já é uma grande luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a favor das câmeras, sou a favor de proteger tanto transeuntes brasileiros - como eu mesmo - quanto turistas estrangeiros. Segurança tornou-se palavra de ordem, e fingir que nada está acontecendo - como todo mundo que compra maconha em vez de plantar sua própria droga - não é mais possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a pergunta é: vai ser só isso? Ninguém vai botar uma rédea nos empresários enlouquecidos que ignoram por completo o lado social de suas ações? E o social, vai ser apenas um elevador diferente do de serviço? E nós, vamos ficar apenas olhando, seguros por estarmos sendo olhados? Ou vamos mexer a bunda e fazer alguma coisa - pequena, que seja - para ajudar a vida dos outros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mea culpa, mea maxima culpa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande irmão está olhando, e o computador é seu amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://home.cwru.edu/~jmf34/SauronEyeSandstone.jpg&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108537888221908167?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108537888221908167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108537888221908167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108537888221908167' title='Big Brother?!?!?!?! '/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108488918535550053</id><published>2004-05-18T09:59:00.000-04:00</published><updated>2004-05-18T10:06:25.356-04:00</updated><title type='text'>"EU TENHO UM SONHO"</title><content type='html'>Eu tenho uma ambição, uma ambição enorme. Maior que talvez minha mão canhota possa tocar adiante. Tenho um sonho de trazer de novo o espírito psicodélico à tona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um sonho de ser um profeta dos novos dias, do não-apocalipse, de uma neo-gênese de flores, amor e surrealismo. Tenho um sonho de que minhas palavras voem como uma bomba de luz até o interior do coração dos outros e lá dentro explodam, numa cor violeta, que faça cada sorriso brilhar mais que uma supernova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linha de McLuhan, diria que o mundo tornou-se elétrico, e que é justamente essa eletricidade que vai nos libertar. Em vez de lermos as coisas da esquerda para a direita, vamos ler o mundo por inteiro, como um quadro cubista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I know, I know you probably scream and cry&lt;br /&gt;that your little world won´t let you go"*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.violafair.com/i/weep.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que este, e não os mestres que o sucederam, é o Grão Mestre. Porque ele estava no coração de toda aquela loucura, queimando o passado como um vulcão flower power que mudou o mundo para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://digilander.libero.it/indyjour/images/Jimi%20Hendrix-Picture%20at%20Montery%20Pop.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Are you experienced? Not necessarily stoned, but...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...beautiful."*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trechos da música "Are you Experienced?", do Grão-Mestre.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108488918535550053?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108488918535550053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108488918535550053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108488918535550053' title='&quot;EU TENHO UM SONHO&quot;'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108433907062924309</id><published>2004-05-12T01:15:00.000-04:00</published><updated>2004-05-12T01:17:50.630-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou começando a ficar apaixonado pela minha guitarra. Isto está mais sério do que qualquer outra das vezes que disse isso. Exemplo: fiz uma besteira nela ao trocar as cordas, agora terei que leva-la para regular amanhã. Só que, para isso, duas peças tiveram que ser retiradas, e ela está, obviamente, sem cordas. Parece que está nua, abandonada como uma maltrapilha que se abandona num porão e se serve apenas uma refeição fria por dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti pena dela como sentiria de uma mulher amada. Isso não é coisa de gente normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também, quem é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108433907062924309?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108433907062924309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108433907062924309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108433907062924309' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108372736795297828</id><published>2004-05-04T23:12:00.000-04:00</published><updated>2004-05-04T23:29:52.530-04:00</updated><title type='text'>MONEY TALKS</title><content type='html'>I don´t care about your trick to tell&lt;br /&gt;I don´t care about your heaven, hell&lt;br /&gt;I don´t care about your rock n´ roll &lt;br /&gt;I don´t care about your blues jazz or soul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´Cause money talks &lt;br /&gt;And I´m listening to the sound&lt;br /&gt;Money talks &lt;br /&gt;And it´s the only sound that counts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trechos da música "Money Talks", do Living Colour - não confundir com a música de mesmo nome do AC/DC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um motivo - fora minha habitual babação de ovo - para isso estar aqui. Porque nessa guerra pela sobrevivência, estabilidade e prosperidade em que vivemos, muita coisa está sendo esquecida. Sua família te pressiona. Os amigos bem sucedidos, indiretamente, nada intencionalmente, te pressionam. A novela das oito te pressiona. E você mesmo se pressiona. Cheguei ao ponto de me sentir culpado por não ligar só para isso, pensando - ei, eu não devia estar só pensando no metal sonante? Para esse dinheiro que fala, e fala tão alto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu também ligo para blues, jazz, soul e rock n´ roll. E não pago por sexo, muito menos por amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando você se olha no espelho e vê - ou melhor, lembra - que é algo além de um sujeito sem grana, fica claro que não é só o dinheiro que fala, mas também a alma humana. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108372736795297828?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108372736795297828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108372736795297828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108372736795297828' title='MONEY TALKS'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108354679722098791</id><published>2004-05-02T21:05:00.000-04:00</published><updated>2004-05-02T21:17:39.060-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olheiras, cada dia maiores. E havia também o peso, não só de culpa, não só de remorso e de saudade, mas um peso de saber-se velho. E o mais estranho era que essa velhice não condizia com a idade. Estranhamente, manifestava seu maior vigor e juventude ao encontrar-se com obras de arte do passado: nostalgia estranha para alguém que nem chegava a contar trinta anos. Mas aí, uma correção: não se trata de nostalgia, e sim de atemporalidade, a eternidade que a grande obra de arte apresenta, e por isso mesmo é eterna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.annestahl.com/thesis/munch.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos seres humanos. Dia após dia aquele jovem velho – ou velho jovem – via a morte a seu redor. E não se tratava de incorrer no lugar comum daqueles tempos bárbaros, em que a morte acontecia com a banalidade do chumbo social. Não, tratava-se de uma morte lenta, que se esvaia como as folhas de um calendário que são levantadas pela brisa. Era o fim da tarde, e as cores não eram lindas, apenas eram consistentemente mais escuras. Era a tarde, e era seu fim, e o fim que se aproximava jamais explodia, jamais concluía, apenas ardia na certeza de estar, a cada instante, mais perto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://academic.luzerne.edu/mbrady/Munch.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, ele se agarrava a vida, e buscava a juventude – perdida? – nos mais jovens, nos sons, na histeria, no entorpecimento mais ou menos químico, e nada disso realmente resolvia a questão. Pois ele nascera velho, com uma distância de quem, inexplicavelmente, já vira tudo aquilo, e não podia perder tempo com futilidades. Contudo, como ele desejava ser fútil! Como desejava esquecer a grandeza, as qualidades, as maiores aspirações. Esquecer dos fins, dos inícios, e das expectativas: tanto as que os outros lhe tinham quanto as suas próprias em relação a si mesmo. Esquecer, por uma hora que fosse, seria magnífico, e ele sabia como faze-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o preço era alto demais para pagar. E as dívidas, assim como a morte, odeiam ser deixadas esperando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.ether-elegia.com/images/ether-diary/image1/folie.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108354679722098791?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108354679722098791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108354679722098791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108354679722098791' title=''/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108274687990482563</id><published>2004-04-23T14:51:00.000-04:00</published><updated>2004-04-23T15:19:25.513-04:00</updated><title type='text'>O MELHOR SHOW DA MINHA VIDA</title><content type='html'>Living Colour é minha banda favorita, e ontem eles deram o melhor show que eu já assisti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.nga.ch/img/Willisau%20JF%202003/Living%20Colour%204%20WJF%202003.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que eu já vi coisas fodas: U2, Rolling Stones, Lenine, Guns N Roses, Red Hot Chilli Peppers, Beck, Dave Mathews Band, David Bowie, Eric Clapton, Faith No More, Paralamas &amp; Titãs juntos, e por aí vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.shure.com/otws/archive/summer2002/photos/living_colour1.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Living Colour não só é impressionante, como eles conseguem ser MELHORES ao vivo do que no disco. Dá para acreditar? O show foi recheado de improvisos, interação com a platéia, sendo que esta cantava junto com o vocalista Corey Glover a maioria das músicas. A casa veio abaixo quando eles mandaram "Cult of Personality", a música mais adorada do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.wildlupin.com/livingcolor1.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaque para a música "Type", da época da adolescência de muita gente como eu, e as novas "In Your Name" (sobre a guerra do Iraque) e a novíssima "Terrorism"... rock político sem ser mala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEORGE BUSH IS TERRORISM&lt;br /&gt;TONY BLAIR IS TERRORISM&lt;br /&gt;CNN IS TERRORISM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIA FBI CNN TERRORISM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.wildlupin.com/livingcolor2.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisaria estar lá... porque não é só as músicas, não é só a performance alucinante dos caras ou suas roupas - sempre maneiríssimas. Havia uma vibração na platéia, uma coisa elétrica de hormônios e ansiedade, de um pessoal que estava esperando havia muito tempo para ouvir um rock poderoso sem ser só barulho, inteligente sem ser mala, dançante sem ser formuláico... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.swrsound.com/events/afterdark7.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...quatro grandes músicos, quatro grandes seres humanos. Vernon Reid ganhou minha admiração agora também como mentor espiritual, e não apenas (como se fosse "apenas") um mestre da guitarra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você tem que tocar o que você ama. Não adianta tocar o que você acha que vai impressionar os outros; porque você é quem você é, as pessoas estão sempre querendo dizer quem você é, mas isso não interessa. Você não é aquilo que as pessoas dizem, você é você... sua música, se não partir de dentro de você, não vai atingir as pessoas, pois não vai atingir nem mesmo a você (...) e você tem que insistir. Quando eu era criança, no meu quarto, tocando guitarra, eu nunca imaginava que estaria aqui, hoje. Mas se eu estou, é porque tive vários momentos em que quis parar, e tinha amigos que não me deixaram parar. Você tem que simplesmente continuar indo."&lt;br /&gt; - Vernon Reid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.ljudmila.org/scca/koritnik/fotke/32_5.jpg&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108274687990482563?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108274687990482563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108274687990482563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108274687990482563' title='O MELHOR SHOW DA MINHA VIDA'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108247509090008506</id><published>2004-04-20T11:23:00.000-04:00</published><updated>2004-04-20T11:50:50.140-04:00</updated><title type='text'>EXPOSIÇÃO</title><content type='html'>Se expor é fundamental na arte. Quando você não se expõe para valer, acaba caindo numa coisa sem vida, um zumbi da criação, algo que tem forma mas não vida. Ou uma vida pela metade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que interessam ao mundo meus problemas? Mas também, o que interessavam os de John Lennon, Chico Buarque, Manuel Bandeira, Charles Bukowski, entre zilhões de outros? Sem querer me comparar à grandeza destes mestres, é claro, mas a experiência criativa envolve um dar-se. Preciso me dar, me expor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa ter sangue na sua criação, precisa ter veia exposta e caixa torácica arrebentada. Precisa jogar seu coração na platéia e dizer "isto sou eu, e eu sou importante". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.ourworldin2000.com/images/12winners/holcombe.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum artista poderá dizer que é diferente. Se disser, estará mentindo. Mas quando o artista goza, todos gozam com ele (a), pois ao fazer as palavras ou sons ou imagens dele suas, a platéia sente-se também importante. Embora anônimos, aqueles que assistem a arte compartilham o momento espiritual do artista, e gozam com a descoberta do sentido de cada obra. São todos igualmente importantes, só estão em lados diferentes do palco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.tlsinc.com/audience.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que o artista não deve pensar nisso na hora de fazer, não deve. O borrão emocional que motiva a obra deve estar presente, mesmo nos momentos mais difíceis da elaboração técnica. Fazer arte envolve mais trabalho que inspiração. Porém, sem inspiração e sem coragem de se desnudar por completo, faremos apenas obras-zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.queer-arts.org/archive/9906/bacon/large/images/10.jpg"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108247509090008506?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108247509090008506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108247509090008506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108247509090008506' title='EXPOSIÇÃO'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6801066.post-108239859433452356</id><published>2004-04-19T14:15:00.000-04:00</published><updated>2004-04-19T14:31:25.670-04:00</updated><title type='text'>O RETORNO DO ALQUIMISTA</title><content type='html'>Magnífico! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta à rede, mais poderoso do que nunca! "&lt;em&gt;Aquilo que não lhe mata lhe faz mais forte&lt;/em&gt;", e Nieztche não poderia estar mais certo. Aliás, nestes tempos em que o liberalismo leva à total amoralidade do mercado (financeiro, de trabalho, de corpos), Nieztche deve mais do que nunca ser lido. Mas não seguido a risca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareçam! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6801066-108239859433452356?l=pedroalquimista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108239859433452356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6801066/posts/default/108239859433452356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedroalquimista.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108239859433452356' title='O RETORNO DO ALQUIMISTA'/><author><name>Pedro Poser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07705009610330863419</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
